Vivemos muitas vezes em piloto automático, repetindo hábitos, rotinas e comportamentos que já nem fazem sentido para quem somos hoje. Crescemos, mudamos prioridades, ganhamos novas perspetivas. mas nem sempre paramos para ajustar o nosso dia a dia.
E, sem perceber, continuamos a fazer coisas só porque “sempre foi assim”.
Mas crescer também passa por questionar. Por perceber o que ainda faz sentido e o que já não.
Dizer “sim” a tudo
Durante muito tempo, dizer “sim” pode parecer a opção mais fácil. Evita conflitos, mantém relações e cria uma sensação de disponibilidade.
Mas, com o tempo, começa a pesar. Aceitar tudo significa, muitas vezes, ignorar o que realmente queremos.
Aprender a dizer “não” não é egoísmo é equilíbrio.
Consumir conteúdo sem intenção
Horas a passar entre redes sociais, vídeos ou conteúdos que não acrescentam nada. Não é sobre eliminar completamente mas sim sobre ter mais consciência.
O que consumimos influencia diretamente o nosso humor, energia e até a forma como vemos a nossa própria vida.
Estar sempre disponível
Responder imediatamente, estar sempre presente, nunca “desligar”. Esta constante disponibilidade cria cansaço mental e tira espaço para nós.
Nem tudo precisa de resposta imediata. Nem tudo é urgente.
Viver apenas para ser produtiva
A ideia de que temos de estar sempre a fazer algo útil pode tornar-se exaustiva. Descansar não é perder tempo é necessário.
Uma rotina saudável não é só feita de tarefas, mas também de pausas.
Manter hábitos só por obrigação
Nem todos os hábitos que criámos continuam a fazer sentido. E está tudo bem.
Rever rotinas, experimentar coisas novas e deixar ir o que já não encaixa faz parte do crescimento.
Conclusão
Nem tudo precisa de continuar só porque sempre fez parte da tua rotina. Às vezes, mudar pequenas coisas faz uma grande diferença.
No fundo, evoluir também é isso: deixar espaço para aquilo que realmente faz sentido agora.
Artigo por Helena Oliveira, do Curso de Coordenação e Produção de Moda da escola Árvore
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