O que as Glitter Girls não vão querer perder no Primavera Sound Porto 2026

Há festivais para ver concertos. Festivais para nos vestirmos à altura e curtir a vibe, mais boho e festivaleira e fazermos check in em todas as atividades, perdermo-nos nos mercados ou nos food trucks. Festivais para seguir um alinhamento à risca, correr de palco em palco, fazer check-in em todas as ativações, perdermo-nos entre mercados, food trucks e conversas que começam sem apresentação e acabam em abraços. Concertos para cantar em lip sync e memórias para guardar para sempre. E depois há o Primavera Sound, onde podemos fazer isso tudo ou não fazer nada de todo. Só ir. Com a roupa do dia after work, com um look super pensado, sem maquilhagem ou glitter (mas esse está sempre cá dentro), com glitter da cabeça aos pés. Talvez o nome Primavera venha disso mesmo, uma época musical onde todos florescemos, seja onde e que de forma for. É que não precisamos mesmo fazer nada ou pensar muito: a pulseira à entrada é um portal tridimensional que nos muda para sempre, só pelo ar que se respira no Parque da Cidade do Porto. Para ir em grupo ou sozinhos e encontrarmo-nos a nós próprios no meio da multidão.

No Primavera não há uma forma certa de estar. Não há uma checklist obrigatória nem uma experiência ideal para replicar. Há apenas a experiência de estar presente. E talvez isso justifique que atraia tantas nacionalidades e culturas para o Porto, todos os Junhos, de todos os anos e que por algumas horas, parecem falar a mesma língua.

Aquele ar único que se respira no Parque da Cidade do Porto durante estes dias. Um ar que cheira a música, a liberdade e a possibilidade. E que, ano após ano, nos lembra que crescer não significa deixar de florescer.

E depois, a música. O Primavera Sound é o rádio do Spotify da vida real. Onde descobrimos bandas, artistas, música! Se és uma glitter girl, aqui está o teu guia não oficial para não perderes o melhor do cartaz.

11 de junho: emoções, talento e apoio à música portuguesa

The xx

Se já os viste ao vivo, sabes. Se nunca viste, vais perceber. Os concertos dos The xx têm qualquer coisa de mágico: minimalistas, íntimos e arrepiantes. Não interessa quantas vezes os vemos, nunca perde o encanto. É aquele concerto que nos faz sentir personagens principais de um filme indie.

Big Thief

Para chorar, refletir sobre a vida e olhar para o céu como se estivesses numa campanha publicitária da Chloé. A banda liderada por Adrianne Lenker é uma das mais bonitas e sensíveis da música atual.

Inês Marques Lucas

Uma das vozes mais interessantes da nova geração portuguesa. Letras honestas, melodias que ficam na cabeça e aquela sensação de estar a assistir a alguém que ainda vai dar muito que falar.

Sensible Soccers

Porque apoiar música portuguesa nunca sai de moda. Os reis nacionais da eletrónica emocional trazem os sintetizadores perfeitos para um final de tarde feliz.

12 de junho: divas, atitude e muita personalidade.

Gorillaz

Ícones. Lendas. Intocáveis. Entre animação, nostalgia e uma coleção absurda de hits, os Gorillaz continuam a ser um dos projetos mais criativos da música contemporânea.

Bad Gyal

A energia principal deste dia. Dancehall, reggaeton, atitude e looks. Vai haver dança, vai haver vídeos para o Instagram e vai haver muita gente a fingir que sabe todas as letras.

Gisela João

Uma força da natureza. Gisela consegue fazer um festival inteiro parar para ouvir um fado e, ao mesmo tempo, parecer a pessoa mais rock’n’roll do cartaz.

Mari Froes

Se ainda não conheces, vais sair fã. A cantora brasileira responsável pelo viral “Vai-te Embora” tem uma voz doce e canções perfeitas para quem gosta de descobertas bonitas.

13 de junho: dia de culto.

Massive Attack

Simplesmente obrigatórios. Os pioneiros do trip-hop continuam a soar tão relevantes hoje como há décadas. Um daqueles concertos que um dia vais dizer: “eu estive lá”.

IDLES

Para libertar toda a energia acumulada da semana. Intensos, caóticos e incrivelmente bons ao vivo. Nem precisas de conhecer todas as músicas para te deixares levar.

JADE

Depois dos Little Mix, chegou a hora de brilhar a solo. Pop, confiança e potencial para entregar um dos concertos mais divertidos do festival.

Criolo, Amaro & Dino

Três universos, um concerto que promete ser um dos momentos mais especiais do festival. O rap poético e social de Criolo, o jazz virtuoso de Amaro Freitas e a energia contagiante de Dino D’Santiago encontram-se num espetáculo que celebra a música sem fronteiras, entre o Brasil, África e Portugal. Daqueles concertos que não vivem de hits nem de tendências, mas da certeza de que estamos a assistir a algo único. Uma escolha obrigatória para as glitter girls que gostam de sair do festival com uma história para contar.

MXGPU

Quando Moullinex e GPU Panic se juntam, o resultado só pode ser uma coisa: festa. Eletrónica elegante, grooves impossíveis de ignorar e energia para dançar até ao último minuto.

14 de junho: glitter, óculos de sol e pista de dança.

Peggy Gou

A patrona oficial das cool girls. DJ, produtora, ícone de estilo e responsável por algumas das melhores pistas de dança dos últimos anos. É impossível fazer uma playlist de sexta-feira sem ela.

Dixon

Um dos nomes mais respeitados da eletrónica mundial. Sets longos, sofisticados e daqueles que nos fazem esquecer completamente as horas.

Xinobi

Orgulho nacional. O produtor português continua a provar que a eletrónica feita cá pode competir com qualquer nome internacional. Dançável, elegante e sempre certeiro.

Resumo para quem não leu tudo:

Vai ver os The xx.
Não faltes aos Massive Attack.
Dança com a Peggy Gou.
Grita com os IDLES.
Descobre artistas portugueses.
E espalha glitter suficiente para quatro dias.

Vemo-nos na frente do palco.

#TheGlitterDream