Comer também é sentir: o que a tua alimentação tem a ver com a ansiedade? 

Sabes aqueles dias em que estás mais ansiosa, impaciente ou simplesmente irritada sem  motivo? 
Às vezes, não é só stress… pode ser também o que tens colocado no prato. 
Quando falamos de ansiedade, há um fator muitas vezes subvalorizado: tudo aquilo que  consumimos influencia diretamente a energia que o nosso cérebro consegue (ou não)  produzir. 

O combo perigoso: gordura + açúcar 

Alimentos como os croissants, bolachas recheadas, fast food, chocolates ultra processados e pães refinados/açucarados podem até parecer um abraço emocional…,  mas esse conforto dura pouco.  

Por combinarem grandes quantidades de açúcares com gorduras processadas, acabam  por gerar uma verdadeira instabilidade de energia.  

No teu corpo, funciona quase como uma montanha-russa, ou seja, tens um pico rápido de  energia, sentes-te até mais animada, porém, logo depois vem a queda e com ela irritação,  cansaço e ansiedade ainda mais intensos. 

E o mais desafiante? 
Isto tende a repetir-se cada vez que “abres mais um pacotinho”. 
É quase como um relacionamento tóxico alimentar: 

dá prazer → tira equilíbrio → faz querer repetir 

Os alimentos que funcionam como um “calmante natural” 

Quando a base da tua alimentação inclui legumes, verduras, frutas e alimentos menos  processados, estás a dar ao teu cérebro um combustível muito mais clean. 

Resultado? Mais equilíbrio, melhor foco, mais energia e bem-estar geral.  E alguns nutrientes possuem um papel ainda mais especial: 

1. Proteínas (ovos, iogurte, peixe e frango): Ajudam a manter a energia estável (menos  picos = menos ansiedade);  

2. Fibras (aveia, frutas, legumes, feijão): Ajudam a controlar os níveis de açúcar no  sangue e a melhorar a comunicação intestino-cérebro;

3. Magnésio (aveia, banana, cacau e espinafre): Este é um mineral essencial que  ajuda o sistema nervoso a desacelar e lidar melhor com o stress.  

3 pequenos passos (realistas!) para começares 

Calma, se sentes que isto é mesmo tu, não precisa cortar tudo o que gostas. O segredo está em começar pequeno: 

1. Inclui proteínas nas principais refeições (pequeno-almoço, almoço e jantar)  2. Garante fibras todos os dias (nem que seja uma fruta + aveia) 

3. Reduz gradualmente os ultraprocessados, por exemplo, dia sim, dia não. 

A mudança não começa só no prato, começa dentro de ti, nos teus pensamentos, na tua  energia e na forma como vives o dia a dia. 

Porque, muitas vezes, grandes mudanças começam sempre com pequenos passos. E espero mesmo que este seja o teu primeiro.

Artigo Por Gabrielle Campos

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