Hot Takes: Nem todas as relações precisam de ser trabalhadas — algumas só precisam de acabar.

Crescemos todos com a ideia de que o amor verdadeiro é aquele que resiste a tudo, que passa por situações difíceis e não desiste, que tudo pode ser resolvido com comunicação, esforço e trabalho – ora bem, esta é a maior armadilha emocional que já te tentaram vender.

Nem todas as relações valem o teu esforço, nem todas estão numa fase difícil, às vezes estão só desgastadas. Nem sempre o problema é precisar de mais comunicação, até porque, na maioria das vezes, estão simplesmente a repetir comportamentos que já foram explicados mas continuam a ser repetidos.

E por norma nunca é falta de amor – é falta de compatibilidade, respeito e paz. Porque não é desistir à primeira dificuldade, é perceber que a dificuldade deixou de ser um momento e tornou-se em toda a relação.

Nada disto é resolvido com mais uma tentativa, mais um pedido de desculpas, mais uma explicação que só vos leva a um recomeço que já começa cansado. O trabalho envolvido nestas relações é muitas vezes um ignorar de incompatibilidades básicas de valores e de futuro ou um esforço para tentar mudar a pessoa que está ao nosso lado (e não é o suposto).

Na era em que romantizamos tudo, não podemos romantizar o esforço. Como se quanto mais difícil for a relação, mais forte é o sentimento. Quando é que tornamos o sofrimento numa prova de amor ?

Insistir em algo que não flui não é maturidade, não é amor, é teimosia. O amor não é suposto ser um curso intensivo de sobrevivência. Nem tudo foi feito para durar e isso não significa que não existiu, não apaga o bonito que foi e não transforma a relação num erro.
Significa que teve um tempo e esse tempo acabou. E não vale a pena tentar arranjar vilões no meio da história para justificar aquilo que na verdade é simples: já não eras feliz ali e isso é suficiente.

Algumas relações não precisam de terapia, precisam de um ponto final.

Artigo por Rita Pinto Da Silva 
#TheGlitterDream