Todos os anos, quando se aproxima o Dia Mundial dos Avós, surge a mesma dúvida. O que oferecer a quem, muitas vezes, diz não precisar de nada? A resposta mais sincera é que o melhor presente é sempre o tempo, uma visita mais longa, uma conversa sem pressa, um almoço em que ninguém olha para o relógio. Mas também é verdade que um mimo físico, escolhido com cuidado, ajuda a marcar o dia e fica como lembrança depois de a tarde terminar. Reunimos algumas ideias para todos os gostos e para todos os bolsos.
Para os sentidos
Há avós que gostam de perfumar a casa e outros que gostam de se perfumar a si próprios. Um difusor de aromas para a sala é uma escolha segura, discreta e que dura meses, enquanto um perfume novo pode ser uma forma bonita de renovar algo tão pessoal como o cheiro que associamos a alguém. Nenhum dos dois exige que se acerte no tamanho ou no estilo, o que torna a escolha mais descansada.
Para recordar e ser recordado
Os avós adoram contar histórias, mesmo quando parece que já as contaram todas. Um livro pensado para reunir memórias de família, com perguntas que convidam a recordar a infância, os pais, os primeiros amores e os momentos que marcaram uma vida, transforma-se num objeto que a família guarda para sempre. Na mesma linha, uma moldura digital onde vão desfilando fotografias dos netos e da família é um presente que se renove sozinho, mês após mês, sem que seja preciso trocar o retrato na parede.
Para vestir e usar
Um lenço em tecido macio, um colar discreto com uma pedra natural, um par de sapatos confortáveis mas elegantes, um saco de tecido personalizado com as iniciais, todos estes são presentes que unem o prático ao afectivo. A personalização, em particular, tem um peso especial, porque transforma um objecto do dia a dia num sinal de que alguém pensou especificamente naquela pessoa e em mais ninguém.
Para a fé e para a casa
Para muitos avós, sobretudo os mais religiosos, uma pequena imagem ou peça devocional continua a ser um presente com significado profundo, o tipo de objecto que fica na mesinha de cabeceira durante décadas. Já para quem gosta de cuidar da casa e do jardim, um ramo de flores frescas traz cor e vida à sala durante uns dias, e continua a ser uma das formas mais simples de dizer que se está a pensar em alguém.
Para brincar e para sair
Nem só de objectos vive um bom presente. Um jogo de tabuleiro pensado para reunir várias gerações à mesma mesa é uma óptima desculpa para juntar avós, pais e netos numa tarde de domingo, sem ecrãs pelo meio. E, para quem prefere sair de casa, um bilhete de teatro é sempre bem-vindo, sobretudo quando o convite inclui companhia para a sessão. Poucas coisas agradam tanto a um avô ou avó como saber que vão passar a tarde ao lado de quem gostam.
O valor do presente conta menos do que o gesto de o escolher a pensar em alguém específico, com os seus gostos, as suas manias e as suas histórias. Neste Dia dos Avós, seja qual for a escolha, vale sempre a pena juntar-lhe aquilo que nenhuma loja vende, que é tempo de qualidade ao lado de quem nos criou.






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