Metamorfose — Planear a viagem perfeita (ou quase) – EP 10

Depois de falar sobre hobbies e sobre fazermos coisas só porque gostamos, percebi que havia algo que fazia todo o sentido trazer para este espaço: planear viagens.


Para mim, é muito mais do que organizar dias e horários. É um processo que me acalma, que me entusiasma e que me faz viajar antes mesmo de sair de casa. E, no fundo, viajar é uma das maiores formas de metamorfose que existem. Porque saímos da nossa realidade, vemos outras formas de viver, outras rotinas, outras culturas… e inevitavelmente começamos a questionar a nossa.
Quem nunca esteve num sítio novo e pensou: “eu adorava viver aqui”?
Se calhar, devíamos começar a ouvir mais esses pensamentos que parecem “ridículos”.

  1. Escolher o destino
    A primeira etapa é sempre decidir para onde vamos.
    Se já tiver um destino em mente, começo por perceber qual a melhor altura para o visitar, clima, época alta ou baixa, eventos, etc.
Se ainda não tiver nada definido, faço o contrário: penso na altura em que quero viajar e procuro os melhores destinos para essa altura.
  2. Tratar das burocracias
    Depois de escolher o destino, especialmente se for fora da União Europeia, há uma parte essencial: perceber o que é necessário para entrar no país.
    A nível de documentos, procuro sempre informação nos sites oficiais do governo do país de destino.
Relativamente a vacinas, começo por pesquisar online, mas confirmo sempre tudo numa consulta do viajante.
  3. Voos: quando e como comprar
    Para os voos utilizo plataformas como o Skyscanner ou o Google Flights para comparar preços. Se a viagem incluir escalas, tenho especial atenção ao tempo entre voos, atrasos acontecem e ninguém quer perder um voo de ligação.
    Uma ferramenta que gosto muito e é super útil é o AirHint, que indica se o preço do voo tem tendência a subir ou descer. Ajuda bastante a decidir se compro logo ou espero mais um pouco.
  4. Alojamento: localização é tudo
    Depois começo a pesquisar zonas onde ficar.
    Apesar de hoje em dia a inteligência artificial facilitar muito este processo, continuo a gostar de ler blogs de viagem. São ótimos para perceber quais as melhores zonas, especialmente aquelas com movimento, com restaurantes e lojas a walking distance. Para mim, isso faz toda a diferença, principalmente à noite.
    Depois de escolher a zona, procuro alojamentos no Booking.
Mas há um detalhe importante: muitas vezes entro em contacto diretamente com o alojamento. Por vezes conseguem oferecer preços melhores ou condições mais flexíveis, como pagar apenas à chegada.
  5. O roteiro (a minha parte favorita)
    Aqui começa a parte mais divertida.
    Pesquiso os principais pontos turísticos, restaurantes e atividades, tanto em blogs como no TikTok. Depois organizo tudo por dias e começo a perceber distâncias no Google Maps.
    Isto ajuda-me a perceber o que faz sentido juntar no mesmo dia e evita perder tempo em deslocações desnecessárias.
    Também gosto de ver antecipadamente como me vou deslocar: metro, Uber, a pé… tudo isso faz diferença quando estamos no destino e queremos apenas aproveitar.
    Sempre que possível, marco atividades com antecedência, especialmente aquelas com site oficial. No entanto, há casos em que compensa comprar no momento, por isso tento sempre perceber isso durante a pesquisa.
  6. Transfer: um detalhe que muda tudo
    Uma coisa que muitas vezes é esquecida, mas que para mim é essencial, é o transfer do aeroporto até ao alojamento.
    Depois de um voo, a última coisa que queremos é sair do aeroporto sem saber como chegar ao hotel.
    Sempre que viajo para fora da Europa, opto por reservar um transfer privado através do Booking. Coloco o número de pessoas, o hotel, o número do voo e o horário de chegada. O motorista acompanha o voo, por isso mesmo com atrasos não há stress. Além disso, recebemos previamente todas as informações do motorista.
    É simples, cómodo e, a melhor parte, fica sempre em conta.

E depois disso…
Depois disto tudo… é só aproveitar.
Porque sim, eu adoro planear. Adoro ter tudo organizado. Mas no final, o mais importante é aquilo que não conseguimos planear: as experiências, as sensações, as pequenas surpresas.
E talvez seja aí que acontece a verdadeira metamorfose.

Artigo por Carolina Silva
#GlitterUpYourLife