O hot takes desta semana é desconfortável porque bate de frente com o nosso ego, no entanto, tem tanto de desconfortável como de libertador – os outros não pensam tanto em ti como tu imaginas.
Pode entrar diretamente para a minha lista de coisas que acho verdadeiramente chiques: pessoas que não se acham o centro do mundo.
A ideia principal é simples, estamos todos demasiado preocupados a viver a nossa vida. Cada um de nós está diariamente ocupado com as suas próprias inseguranças, frustrações, vitórias e fracassos, e a verdade é que tu (e aquela coisa desconfortável que disseste em 2021) és provavelmente, a última coisa que lhes passa pela cabeça. Estão todos demasiado ocupados a pensar no seu próprio corpo, na própria carreira, no próprio fracasso e no seu próprio feed.
O ser humano tende a exagerar o papel que tem na vida dos outros, o que para ti é um filme em loop, para os outros foram 2 minutos do seu dia. Vivemos com a ideia persistente, e cruel, de que estamos constantemente sob observação. Spoiler: não estamos.
O nosso ego convence-nos de que somos suficientemente importantes para sermos constantemente analisados e julgados mas não somos. E ainda bem.
As tuas decisões não são temas de conversa e mesmo que custe aceitar, doi menos do que a constante ansiedade que sentes. E estou certa de que essa ansiedade é uma necessidade desesperada de sermos relevantes – não somos, e é nesta falta de relevância que encontramos a nossa liberdade.
Não é sobre sermos insignificantes, é a possibilidade de sermos, o que quisermos, sem qualquer tipo de pressão e julgamento. Podemos errar sem medo das consequências e mudar sem precisar de justificação.
Tudo isto acontece porque vivemos numa era obcecada com a visibilidade, mas na verdade somos todos indiferentes uns aos outros, e é essa mesma indiferença que nos permite respirar. O que realmente importa é aquilo que fazes quando ninguém está a ver.
A atenção dos outros não mede o teu valor, os likes não são uma nova unidade de medida.
O conselho que te deixo é simples, pára de viver como alguém que está constantemente a ser observado e começa a viver como alguém que sabe que não está – e observa a tua vida, voltar a ser tua.
Artigo por Rita Pinto Da Silva
#TheGlitterDream