Cortisol dressing: a nova tendência de moda que acalma a mente

Depois do dopamine dressing, que defendia o uso de cores vibrantes para melhorar o humor, chegou uma nova tendência com um nome que parece saído de uma consulta de bem-estar: cortisol dressing.

A teoria é simples. Se passamos os dias rodeados de notificações, estímulos, informação e agendas impossíveis, porque não usar a roupa como uma ferramenta para trazer alguma sensação de calma? É precisamente essa a ideia por trás desta tendência que está a conquistar o TikTok, o Instagram e as publicações de moda internacionais.

Afinal, o que é o cortisol dressing?

O nome vem do cortisol, a hormona associada ao stress. A premissa não é que uma camisola bege vá resolver todos os teus problemas, mas sim que as roupas que escolhemos podem influenciar a forma como nos sentimos ao longo do dia.

Se o dopamine dressing apostava em cores fortes, estampados e combinações ousadas, o cortisol dressing segue o caminho oposto. A ideia passa por criar looks visualmente tranquilos, confortáveis e fáceis de usar, privilegiando tons suaves, tecidos agradáveis ao toque e silhuetas descontraídas.

As cores da calma

Se fores ao Pinterest neste momento, vais encontrar uma invasão de amarelo manteiga, azul empoeirado, bege aveia, cinzento lavado, rosa suave e verdes inspirados na natureza. São precisamente estas as cores mais associadas ao chamado “cortisol closet”.

Segundo especialistas citados por várias publicações internacionais, as cores mais suaves tendem a gerar menos estimulação visual do que tons muito saturados, transmitindo uma sensação de maior equilíbrio e conforto.

Por isso, se ultimamente sentes vontade de trocar o vermelho vibrante por uma camisa azul-claro ou por um conjunto em tons areia, não estás sozinha.

Mas o cortisol dressing não vive apenas das cores. Os tecidos também contam. Linho, algodão, malhas suaves e peças que não apertam, não picam e não exigem ajustes constantes fazem parte desta filosofia. O objetivo é reduzir aquilo que alguns especialistas chamam de “fricção diária”: pequenos desconfortos que acabam por gerar irritação sem sequer nos apercebermos.

É por isso que as calças largas, os conjuntos coordenados, as camisas oversized e os vestidos fluidos estão a tornar-se protagonistas desta tendência.

Moda ou autocuidado?

Provavelmente um pouco dos dois. Ninguém está a sugerir que um blazer bege substitui terapia, férias ou uma boa noite de sono. Mas existe algo interessante nesta ideia de escolher roupas não apenas porque ficam bonitas nas fotografias, mas também porque nos fazem sentir bem.

Num mundo onde estamos constantemente a ser estimulados, faz sentido que a moda esteja finalmente a caminhar na direção oposta.

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