Entrevista Caetana Botelho Afonso | “Ver-me do outro lado do ecrã, a contar a minha história, é algo que me gratifica muito”

A Prime Video acaba de estrear Caetana, a Portuguese Girlie, o documentário que acompanha Caetana Botelho Afonso, uma das criadoras de conteúdo mais reconhecidas de Portugal e a sua ligação ao Portuguese Style, a tendência de moda que junta cores, texturas e padrões e que a jovem influenciadora conseguiu levar a milhões de mulheres em todo o mundo, através de uma conta de Instagram com mais de 700 mil seguidores.

O documentário mergulha na vida de Caetana e revela quando e como começou a transformar as redes sociais no seu trabalho. Acompanha-a também na concretização de um sonho antigo, o de criar a sua própria marca de roupa, entre aulas de costura, sessões fotográficas e a apresentação de uma coleção de peças com o seu nome. As câmaras seguem-na ainda até à Semana da Moda de Milão, onde foi convidada a assistir aos desfiles de marcas como Prada, Moschino e Etro. Pela primeira vez, Caetana abre também a porta à sua vida mais pessoal e apresenta a família: é trigémea, e o documentário mostra a relação com os irmãos Vasco, que vive atualmente na Austrália, e Marta, com quem partilha a paixão pelo desporto, além da ligação próxima com os pais.

Foi a propósito desta estreia que falámos com Caetana sobre o processo de filmagens, o crescimento que a tornou uma das influenciadoras mais seguidas do país e o que vem a seguir.

Um documentário na Prime só sobre ti. Como reagiste quando surgiu esta proposta?

Quando surgiu a proposta, fiquei bastante nervosa e hesitante, quase a dizer que não. Mas depois refleti sobre a oportunidade e acho que fez sentido mostrar a minha vida mais pessoal e profissional, para que quem me acompanha sempre consiga também conhecer o outro lado.

Como foi o processo de filmagem?

O processo de filmagens foi bastante desafiante mas, ao mesmo tempo, muito giro e divertido. A equipa foi super simpática e flexível comigo e deixou-me sempre super à vontade. O momento com os meus pais era o que me deixava mais nervosa, mas correu muito bem, e com as minhas amigas foi uma animação. Acho que a principal dificuldade era transparecer a minha vida pessoal, mas acho que acabou por correr bem.

Como tens sido, para ti, reveres-te no ecrã, contada por outros olhos?

Tem sido bom e, ao mesmo tempo, dias de muitos nervos. Estava sempre muito expectante quanto ao que as pessoas iam dizer e se iam gostar, mas ver-me do outro lado do ecrã, a contar a minha história, é algo que me gratifica muito e que deixa a pequena Caetana de 15 anos muito orgulhosa.

O teu crescimento no digital foi muito rápido. Como é que viveste isso por dentro, longe das métricas e dos números?

Vivi de uma forma muito natural e sempre com os pés na terra, acho eu. Foi um crescimento bastante orgânico e não estava à espera que fosse tão rápido, mas com a ajuda da minha agência, da minha família e das minhas amigas foi um processo muito bom e calmo.

Há alguma coisa desse crescimento repentino que gostavas de ter feito de forma diferente?

Creio que não! Sou bastante segura da forma como fiz as coisas. Claro que às vezes posso ter estado menos bem, mas isso faz parte do caminho e é super importante para ter crescido e continuar a crescer enquanto profissional.

O que é que este documentário revela sobre ti que o digital, por si só, nunca conseguiu mostrar?

Acho que deixa transparecer muito a minha personalidade e a minha forma de estar na vida. Sou uma pessoa muito calma, prática e bastante tímida, e acho que este filme mostra bem a minha personalidade e a pessoa feliz que sou.

O documentário entra em partes da tua intimidade que não costumas revelar nas redes sociais. Porque decidiste expô-las neste formato e o que podemos esperar descobrir sobre ti?

Foi um passo muito importante e especial. A minha família não adora aparecer, e o facto de terem aceitado o desafio foi importante para mim, porque são as pessoas mais especiais que tenho. Fazia todo o sentido, a certo ponto, mostrar também, a quem me acompanha, as pessoas que estão sempre comigo.

Os teus pais e irmãos gémeos fazem também parte integrante do documentário. Qual tem sido o feedback da tua família a todo o processo?

Acho que estamos muito, muito orgulhosos, e eles têm-me apoiado imenso. Sempre acreditaram em mim, e este é um reconhecimento importante do qual também fazem parte. Não podia ser melhor.

Depois disto, o que vem a seguir? Há algum objetivo que ainda não tenhas dito a ninguém?

Ainda tenho muitos sonhos por cumprir e também gosto de não revelar já tudo… mas, em breve, espero continuar a surpreender e que as pessoas continuem a apoiar-me.

#GlitterUpYourLife