Glitter Guide: Cabo Verde

Em Cabo Verde, o lema é: No Stress.

Tudo o que estava a precisar. Uns dias off do mundo (ou quase off, vá) em família, numa ilha, com bom tempo. E lá fomos para Santiago, a maior ilha de Cabo Verde.

São dez ilhas, no total e as mais populares e escolhidas são Sal e Boavista. Nós queríamos fugir à ideia do all inclusive, gostamos de mergulhar na cultura, estar em lugares menos turísticos e dar mundo às miúdas, um mundo diferente do delas.

 

Em Santiago está a capital do país, Praia. Uma cidade vibrante, mas pacata, dividida em bairros e o Plateau é o mais antigo. Ali podemos passear e conhecer o mercado municipal, repleto de cores e sabores. Uma zona com vários restaurantes para almoçar e jantar e onde está também o Sucupira, mais um mercado gigante de roupa e tudo mais o que possam imaginar.

Terra Branca é o bairro mais artístico de Praia, com uma galeria ao ar livre. Ruas e ruas repletas de grafitis incríveis. Não muito longe estão as duas praias mais próximas da cidade, Prainha e Quebra Canela (ou Kebra Kanela, como escrevem).

A nossa favorita foi Quebra Canela por ter uma vibe super gira, muitos locais e onde podemos provar o famoso “Fresquinho”, um gelado que vendem na praia com sabor a chocolate ou caramelo e todos os cabo verdianos comem.

Água quentinha, poucas ondas, ideal para miúdos. Muitas crianças na brincadeira, muitas pessoas a fazer desporto, a ouvir música e, tem também alguns restaurantes giros para almoçar e jantar.

Alugámos um carro e decidimos explorar. Encontrámos a Praia de São Francisco, deserta, numa baía super bonita. Fizemos duas manhãs de praia que não vamos esquecer. Ah, levem pezinhos para nadar e óculos para fazer snorkeling, vale a pena!

Fomos ainda até Cidade Velha, a primeira capital de Cabo Verde e também a primeira edificação da ilha, com um pelourinho antigo e casas antigas. Fundada em 1492, ali estão as ruínas de uma antiga Sé. A vilinha é amorosa, com algum comércio e restaurantes para almoçar. A praia é de pedra e, claro, que mergulhamos ali.

A nossa road trip levou-nos ao centro da ilha, zona de montanga, até Assomada. É a segunda maior cidade de Santiago, igualmente com um mercado municipal e ruas movimentadas. Aqui “vive” a árvore mais antiga da ilha, conta a história que foi plantada por Cristóvão Colombo numa paragem das suas viagens de regresso da América Latina. A verdade é que a árvore é enorme e vale a pena a visita!

O Tarrafal foi o último destino de Santiago. Uma cidade pequena, com aquela vibe de vilinha piscatória. A praia é de areia branca, uma enseada muito bonita. Aqui está também o antigo Campo de Concentração do Tarrafal, um local onde o silêncio é ensurdecedor e repleto de histórias não tão bonitas, mas importantes de serem partilhadas e recordadas.

Foram dias “no stress”, em família, a comer o melhor bife de atum da vida, muitos mergulhos e a descansar. A ilha é segura, tranquila (pelo menos assim a sentimos) e a ideia de alugar um carro é ótima porque nos oferece imensa liberdade. 

É um check numa das dez ilhas, fiquei curiosa para conhecer a ilha de Maio e do Fogo, logo ali ao lado. Ainda pensámos em apanhar o barco e ir mas não conseguimos viagem.

São Vicente e Santo Antão também ficam debaixo de olho para uma próxima oportunidade. Um destino aqui tão perto! 

Onde ficar?

Hotel Pérola (onde nós ficámos). Mas existem opções de hóteis mais estilo família como o Barceló ou o Pestana Trópico.

No Tarrafal, ficámos no King Fisher Village e foi TOP! Fica na Ponta D`Atum e é um hotel sustentável, em cima do mar e inserido na natureza.

Onde comer?

Osteria nº3 em Quebra Canela

Casa Cachupa no Plateau

Quintal da Música para jantar e ouvir mornas ao vivo.

Big Lanche, um pouco afastado, mas vale a pena se tiverem carro e forem passear para esse lado da ilha.

Magui Baxu e Pizzaria Alto Mira no Tarrafal.

Praias

Prainha

Quebra Canela

Praia de São Francisco

Praia do Tarrafal

Praia de Ribeira de Prata (uma praia deserta de areia preta)

Cidades

Praia

Assomada

Tarrafal

Artigo por Tatiana Figueiredo 

#GlitterUpYourLife