O “back to school” dos cães: setembro também mexe com a rotina deles

Nós voltamos ao trabalho, as crianças voltam à escola e a casa, de repente, fica muito mais silenciosa. Para os cães que passaram o verão entre férias, passeios mais longos e humanos permanentemente por perto, setembro também é uma rentrée e convém ajudá-los a reaprender que ficar sozinho não significa que alguma coisa está errada.

Durante as férias fazemos, quase sem perceber, uma pequena revolução na vida dos nossos cães. Acordamos mais tarde, estamos mais horas em casa, levamo-los connosco para todo o lado, multiplicam-se os passeios e, claro, também o mimo. Depois chega setembro e, de um dia para o outro, a porta fecha-se às oito da manhã e aquele humano que esteve disponível durante semanas desaparece durante horas. Eles não sabem que acabou agosto, mas percebem perfeitamente que a rotina mudou.

Por isso, o ideal é não esperar pelo primeiro dia de trabalho para voltar à normalidade. Organizações de bem-estar animal recomendam que os períodos sozinho sejam reintroduzidos de forma progressiva: começar por deixar o cão noutra divisão ou sair de casa apenas alguns minutos e aumentar o tempo gradualmente, sempre antes de ele chegar ao ponto de ficar angustiado. Também ajuda recuperar os horários habituais dos passeios e refeições alguns dias antes da rentrée e criar associações positivas com as nossas saídas, através de brinquedos de enriquecimento, snacks ou algo que o entretenha enquanto estamos fora.

E atenção aos sinais. Ladrar ou ganir persistentemente, andar de um lado para o outro, destruir objetos, fazer necessidades em casa, tremer ou recusar comida quando fica sozinho podem indicar sofrimento associado à separação. Nem sempre é evidente, há cães que só mostram determinados comportamentos depois de o tutor sair, e uma câmara pode até ajudar a perceber como passam realmente aquelas horas. Se a ansiedade for significativa, o mais indicado é falar com o veterinário e, quando necessário, procurar ajuda de um profissional de comportamento animal.

Também não temos de transformar setembro num teste de independência canina. Se o dia de trabalho implica muitas horas fora, pet sitting, dog walking ou creche podem ser excelentes aliados. Em Lisboa, Dog Planet funciona como creche canina e espaço de atividades durante o dia. No Porto, Pets & Family Creche Canina – Porto recebe cães em creche durante a semana; o próprio espaço refere brincadeira, interação e socialização como parte da rotina diária. Para cães que não gostam particularmente de ambientes de grupo, um pet sitter ou alguém que passe por casa para um passeio a meio do dia pode ser uma alternativa mais adequada.

E depois existe a parte que, na Glitter, levamos muito a sério: aumentar a dose de mimo. Regressar à rotina não significa compensar a ausência com culpa, mas podemos transformar o tempo que temos juntos em tempo realmente bom. Um passeio um pouco mais demorado antes do trabalho, dez minutos de brincadeira sem telemóvel, um brinquedo novo, um snack especial ou simplesmente mais sofá e festas quando chegamos a casa. Para eles, provavelmente vale muito mais meia hora de atenção verdadeira do que três horas ao nosso lado enquanto respondemos a emails.

E já que estamos oficialmente na rentrée dos patudos, deixamos uma sugestão muito Glitter: a The Glitter Box by ZU, uma edição limitada criada pela ZU em parceria com Carina Caldeira e The Glitter Dream, com uma seleção de produtos pensada precisamente para tornar os momentos com os pets ainda mais fun. Está disponível por tempo limitado em lojas ZU selecionadas.

O back to school deles não precisa de ser dramático. Rotina aos poucos, menos horas inesperadamente sozinhos, alternativas quando o dia é demasiado longo e uma dose reforçada de mimo quando voltamos para casa. Porque setembro já custa o suficiente aos humanos. Não é preciso que custe também aos cães.

#GlitterUpYourLife