Por Tatiana Figueiredo (Já agora, tenho 43!)
Sonhos, desejos, ambições e o adeus a 2025!
Fechar um ano é sempre um ritual silencioso. Um gesto quase íntimo de arrumação: pousamos o que foi, dobramos cuidadosamente o que aprendemos e deixamos, no topo da pilha, aquilo que ainda queremos vir a ser. Agora, com 2025 a despedir-se, há um sabor especial neste balanço, talvez porque, aos 43, olhamos o futuro com uma mistura madura de serenidade e ousadia.
Há quem diga que depois dos 40 os sonhos encolhem. Será? Não acredito.
A verdade é que sinto que ainda tenho tanto para sonhar. A grande diferença é que não tenho tanta pressa e os desejos tornam-se mais afiados. As ambições ganham profundidade. E os sonhos deixam de ser caprichos para se tornarem direções. Mesmo que às vezes o caminho seja longo e que a velocidade média seja 10 quilómetros por hora!
O fim de 2025 não é só o fechar de um calendário; é a oportunidade de revisitarmos o que nos fez crescer. As pequenas conquistas que ninguém viu, os desafios que pareciam maiores do que nós, os momentos em que fomos fortes sem fazer barulho. Cada um deles empurra-nos agora para um futuro que deixámos de temer porque já sabemos que a vida não se controla, acolhe-se.
Acolher a pessoa que somos hoje, com as cicatrizes que contam histórias e com a coragem de recomeçar quantas vezes forem precisas. Acolher os novos projetos, mesmo aqueles que parecem tardios aos olhos dos outros. Acolher a possibilidade de querer mais: mais paz, mais intensidade, mais escolhas alinhadas com a alma.
O meu 2025 foi excelente! Consolidei este caminho que percorro agora, agarrei novos projetos, desafiei-me, viajei, fiz novas amizades, outras ficaram pelo caminho, cresci individualmente e cuidei das pessoas que mais amo. Vivi com mais presença, mais propósito, com saúde e escrever isto deixa-me mesmo feliz.
É quando percebemos que ainda há tanto para viver, para explorar, para desejar. Que podemos mudar de caminho, reinventar rotinas, aprender outra profissão, apaixonar-nos novamente – pelos outros, pela vida, por nós próprios.
Por isso, ao fechar 2025, deixemos um espaço em branco para os sonhos que ainda não ousámos formular. Os anos não tiram possibilidades, afinam prioridades. E este é, talvez, o maior privilégio de chegar aos 43: saber que o melhor não precisa de ficar para trás já que pode perfeitamente estar à nossa frente.
Desejo-vos um Feliz Natal! Com a doçura dos reencontros e a tranquilidade que só os dias cheios de significado sabem trazer. Que seja um tempo de abraços demorados, de conversas que aquecem e de pequenos momentos que nos lembram o essencial. E que, no meio da azáfama e da magia própria desta época, possamos brindar ao que fomos, ao que somos e ao que ainda queremos ser, sem julgamentos, preconceitos e comparações.
E que venha o novo ano, com a sua luz fresca e promessas por escrever. Que venham, com ele, todos os desejos que nos fazem vibrar, todas as ambições que nos chamam e todos os sonhos que finalmente temos maturidade para abraçar. Ou sem desejos e apenas a confirmação de que estamos no lugar onde queremos estar. Mais importante, sem pressão para nada porque grandes projetos de vida nascem de pequenas (mas consistentes!) mudanças.
Feliz Natal, com serenidade, alegria e o coração aberto ao que vem aí – 2026 estamos à tua espera! YEAHHHHH
Artigo por Tatiana Figueiredo
#TheGlitterDream