Nesta edição, a ModaLisboa deixa claro: criar não é só desenhar peças bonitas. É pensar em infraestruturas humanas, tecnológicas, territoriais e emocionais. É olhar para o que garante equilíbrio e continuidade num setor que tantas vezes vive da pressa e da obsolescência. A nossa Glitter Queen, Carina Caldeira, esteve hoje na conferência de imprensa da 65ª edição da Lisboa Fashion Week e contou-nos tudo em primeira mão. E adivinhem? Este ano o tema não podia ser mais simbólico: BASE.
E antes de abordarmos melhor o que é isso da BASE, queremos revelar já que uma das grandes novidades deste ano é a estreia de Bárbara Bandeira como designer, com a apresentação da sua marca 2B. A marca afirma-se como manifesto de expressão pura, onde a imperfeição se torna beleza e cada peça é um gesto de identidade.
BASE é olhar para a moda para lá das passarelas e dos flashes. É pensar no que sustenta o sistema criativo: as pessoas, os materiais, a memória, o tempo, os processos e até a resistência a tudo aquilo que insiste em tornar a moda descartável.
A ModaLisboa BASE quer provocar uma reflexão: e se em vez de só consumirmos a imagem, olhássemos para a moda como um ecossistema vivo, onde designers, artistas, indústria, comunidades e escolas se cruzam para criar algo maior do que a próxima coleção?
De 1 a 5 de outubro, a cidade vai ser palco desta conversa. O Pátio da Galé continua a ser o epicentro, mas há moda a espalhar-se pelo MUDE – Museu do Design, Palacete Gomes Freire, Moldo Studios, Praça do Comércio e até a Avenida da Liberdade, com desfiles, exposições, showcases, talks e estreias como a nova Fashion House.
A programação traz de tudo: desde o regresso do concurso Sangue Novo supported by Seaside, que apresenta os nomes mais frescos do design português, até colaborações com marcas como Jean Louis David e residências criativas que aproximam o futuro da moda do saber artesanal.
No fundo, a BASE é um convite: parar de olhar só para a superfície e mergulhar no que sustenta a criação. É dar palco àquilo que normalmente ninguém vê, mas que segura tudo, dos bastidores à memória coletiva, das técnicas tradicionais às novas linguagens digitais.
E como disse a Carina, é impossível não sentir que esta edição é mais do que moda.
É manifesto. É futuro.


#TheGlitterDream