Hoje é o Dia Mundial da Música e queremos levar-te numa viagem ao passado!
Há músicas que nos reportam de imediato para décadas da História – e que, com a mesma rapidez, têm o poder de reavivar (lá dos confins da memória) muitas das nossas próprias histórias. Grupos de amigos que tivemos, planos que costumávamos fazer, pessoas que conhecemos, amores à primeira (ou segunda ou décima) vista… quantos desses não foram marcados por uma banda especial? Quantos desses não vêm com um “oh! Esta é a nossa música!!”?
Que comece a nossa viagem!
Baby Boomers
Começamos por lembrar que, nesta altura, Portugal ainda estava “isoladamente só”, portanto, uma banda muito conhecida por estas bandas era, obviamente, portuguesa: os Sheiks. Os Sheiks eram os “Beatles Portugueses”, com ritmos e sons que nos remetem logo para as vozes de “Here Comes the Sun”. Esta banda formada por Carlos Mendes, Fernando Chaby, Jorge Barreto e Paulo de Carvalho, tornou-se na banda pioneira do pop–rock português da década de 1960. Marcaram o seu tempo com êxitos como “Tell Me Bird” e “Missing You”. Agora, em outros lados do mundo, seguramente Rolling Stones e ABBA estavam a marcar mais pontos, com hits como “Paint it, Black” ou “Ring, Ring”.
Geração X
Por esta altura, as opções começavam a variar… os Queen entram em cena para apaixonar fãs pelo globo e “Killer Queen” não desilude. Um par de anos depois, com “Love Of My Life” e “Bohemian Rhapsody”, é inegável: há uma banda a fazer furor com ritmos, letras e uma voz fenomenal que canta diretamente ao coração dos que a ouvem. Os Aerosmith trazem “Dream On” ao mundo, e os Pink Floyd partiram corações com “Wish You Were Here” – e, convenhamos, ainda partem…
Geração Y
Os anos 80 foram o boom do rock português. Os Xutos & Pontapés estavam no começo de carreira e “Homem do Leme” foi dos primeiros hinos geracionais da época, seguido de “Circo de Feras” e “Contentores”. Mas também os GNR com as incontornáveis “Dunas” ou Heróis do Mar” com “Sobreviventes” deixaram marcas indeléveis nesta década. Quantas festas tuas foram animadas por estas vozes até de manhã?
E, no contexto internacional, como falar dos anos 90 sem falar dos Nirvana? Seria impensável! Músicas como “Silver” e “Aneurysm” surgem para definir o som alternativo da nova época, num contexto de transição que a banda estava a atravessar, com um novo baterista e um rumo diferente.
Geração Z
Muda o século, mudam as possibilidades e, com isso, os interesses e preferências têm espaço para divergir e convergir a uma velocidade nunca antes vista. Os Coldplay lançaram o seu álbum de estreia “Parachutes” e, com ele, começou a chegar o sucesso da banda a olhos vistos. “Yellow” catapultou-os para o cenário internacional (em quem é que pensas quando ouves esta música?) e o Grammy de Melhor Álbum de Música Alternativa que receberam em 2002 foi bem merecido. Também os Arctic Monkeys, os Linkin Park e The Killers começaram a dar os seus primeiros passos por esta altura, rumo ao sucesso de que ainda hoje desfrutam. Dentro do nosso retângulo cheio de talentos, também houve bandas a estrear-se nesta passagem de século: os Deolinda e Os Azeitonas são disso bons exemplos!
Geração Alpha
Estas já começam a estar mais frescas na memória… Imagine Dragons é o nome de peso. Onde estavas quando ouviste Radioactive pela primeira vez e sentiste aquele grito visceral do Dan Reynolds algures cá dentro no peito? E a “It’s Time”, claro, que deixa qualquer uma com vontade de ir, fazer, saltar, ir atrás – sem esquecer que, com a devida atenção ao que te rodeia e as pessoas certas à tua volta, já estás “On Top of The World”. E, para outros públicos, One Direction foi a grande surpresa que trouxe 2012: a boyband que todas queriam acompanhar e ver crescer. “What Makes You Beautiful” ainda hoje faz gritar uma discoteca inteira, “They Don’t Know About Us” servia de música de fundo para os vídeos de casais apaixonados no Facebook e “Kiss You” era a perfeita representação de ser jovem e estar apaixonado. Também BTS e Blackpink foram bandas criadas nesta década e ainda hoje a sua música atravessa oceanos para chegar a todo o mundo. Em Portugal, estrearam-se bandas que continuam a fazer-nos cantarolar e trautear sem dar conta, de tal maneira as músicas ficam no ouvido: Capitão Fausto, Os Quatro e Meia e D.A.M.A. lançaram os seus primeiros álbuns no início da década.
Depois de visitarmos as décadas destas 5 gerações, voltamos agora ao presente, onde o tempo ainda irá ditar as bandas impactantes nesta Geração Beta – mas, até agora, podemos já afiançar que as Katseye estão num ótimo caminho…
Esta viagem “down memory lane” fez-te lembrar bons momentos da tua infância ou adolescência? Deste lado: sem dúvida! A música é das artes mais especiais por isso mesmo: imiscui-se em nós pelo poder que tem para nos fazer sentir, guardar e dificilmente esquecer.
#GlitterUpYourLife