Verity está a chegar aos cinemas. Nós já vimos e contamos (quase) tudo, sem spoilers.

O nome Colleen Hoover tende a separar as águas: ou se ama ou se odeia. Claro, há sempre a terceira opção: essa quem é? Se for o teu caso, adiantamos que provavelmente já ouviste falar do seu livro tornado filme: Verity.

E é sobre isso mesmo que te falamos hoje!

Verity foi lançado em 2018 e as fãs estavam desejosas de uma adaptação para cinema. Boas notícias: chega dia 1 de outubro! E, como estivemos na antestreia de ontem (29 de setembro), naturalmente, não podíamos guardar só para nós o turbilhão de emoções causado por este filme…

Verity Crawford (Anne Hathaway) é uma famosa e aclamada autora, que habituou os seus fãs a esperar um livro melhor que o anterior, numa série sobre virtudes nobres (“Noble Virtues”). Com um contrato para respeitar e a família a passar por um luto profundo, sofre um acidente que a impossibilita de dar continuidade à história. O seu marido, Jeremy Crawford (Josh Hartnett), contacta a editora com um pedido: já que a Verity não conseguirá cumprir os prazos e terminar os 3 livros pendentes, ele sugere um par de nomes – possíveis autores que poderiam reunir as notas espalhadas de Verity, dar algum sentido à criatividade efervescente e desordenada no seu escritório e seguir com o próximo parágrafo. A autora promissora escolhida é Lowen (Dakota Johnson). Ela até tenta recusar (a coitada sofre de uma Síndrome de Impostor pesada), mas, farta de se desunhar por reconhecimento que lhe ponha comida na mesa e acaricie o ego, acaba por aceitar a proposta. Há um (nada) pequeno detalhe: terá de mudar-se para casa de Verity e viver com Jeremy e o filho Crew.

Entregue ao luxo da casa da família e aos apontamentos involuntariamente deixados por Verity, Lowen senta-se atrás do computador, pronta para escrever até as mãos lhe pedirem uma pausa. Pelo menos, ela gostaria que as coisas fossem assim tão lineares… para seu espanto e horror, no meio da sua pesquisa, encontra um documento no computador de Verity que nunca foi para ser lido pelos olhos de mais ninguém. Lowen deixa as palavras daquele manuscrito arrepiar-lhe cada centímetro de pele, revirar-lhe as entranhas e considerar que talvez não aguente manter aquele segredo. Jeremy tem o direito de saber; ele, que confessa não ter lido as obras da mulher, desta vez, merece ler cada palavra… certo? Até porque Lowen e Jeremy já não conseguem esconder a tensão entre os olhares que trocam e, para quem ia em trabalho, as coisas podem ter descarrilado um bocadinho.

Longe de ser o típico romance que Colleen costuma trazer-nos, Verity mantém-nos presas à próxima linha, incapazes de respeitar o “é só mais um capítulo” e tira-nos o chão, quando achamos que já nada podia piorar… ou devo dizer melhorar? Bem, isso vai depender de como interpretas o manuscrito de Verity, a história de Jeremy e as intenções de Lowen.

Menção obrigatória (e óbvia!) para as duas atrizes que fazem qualquer encenação parecer canja, com uma espontaneidade treinada e uma noção perfeita de quando e como entregar cada deixa da maneira que mais nos cativa e desarma. E a estética do filme? Ah, aquelas janelas amplas, a decoração magnífica, as tonalidades frias do exterior caiado de neve branca em contraste com o interior quente onde há madeiras e lareiras e cardigans… o meu cérebro agradece cada um dos estímulos no momento certo!

Será que estarmos muito convictas de algo nos cega à verdade? Quando há alguém na equação que manipula a verdade, então em que acreditamos? Vendo bem, não somos todos culpados de manipular verdades, mais tarde ou mais cedo, querendo ou não?

As perguntas não são poucas nem simples. Mas há uma verdade assente: o filme Verity estreia amanhã. E tu não vais querer perdê-lo!

#GlitterUpYourLife