29 de setembro. It’s officialy fall ja diria a Blair em Gossip Girl… mas independentemente da estação há sempre espaço para um gelado e se for artesanal, mais ainda. Peço desculpa aos tradicionais, mas para mim o melhor gelado não é o do Santini. Está dito. Ofendam-se. Mas se quiserem ficar a ler, digo-vos qual é… “Gelato Davvero”.
Foi em Aveiro, mais precisamente na praia da Barra que fiquei a conhecer a gelataria de Filippo Licitra e Riccardo Farabegoli. Dois amigos de infância que expandiram a sabedoria romana até terra lusitana. E assim chegou a Portugal o “gelado verdadeiro” (gelato davvero).
A receita é simples: junta-se leite com farinha e adiciona-se o ingrediente principal que dará o sabor ao gelado. E digo-vos uma coisa… que gelados cremosos!
Para além da textura de comer e chorar por mais, há um universo de sabores por onde escolher… pois bem, os vizinhos de Roma não se deixaram ficar pela típica avelã de Piemonte ou pistácio e mergulharam em pleno na cultura portuguesa (e não só!). Gelado de pastel de nata. Sim, leram bem. Gelado tão genuíno que encontramos pedaços ainda firmes da massa crocante do nosso pastel de nata. E é divinal.
Gelado de bolacha Maria, nata com ginga, manjericão, cassata siciliana (um doce típico da região feito com ricotta) e até Zabaione, um gelado feito com creme de ovos com licor de marsala (um vinho licoroso também da região da Sicília), wasabi, abacate, beterraba… para os mais aventureiros, há todo um mundo por explorar. São mais de 120 receitas de gelado e nas lojas, encontra-se uma média de 20 a 30 gelados. A carta vai variando, conforme a sazonalidade.
Hoje, encontram-se várias lojas por Lisboa e arredores, desde o Cais do Sodré até Oeiras.
Os preços variam entre os 2,50 e os 6€, tendo o copo mais pequeno 3 sabores.
O meu veredicto? Neste tribunal, há sempre espaço para gelado, independentemente da estação e se for tão genuíno que nos transporta até Itália, só pode ser Gelato Davvero.
Artigo por Catarina Ogando
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