Descobre que tipo de amiga és quando sais à noite

Organzias o jantar com três semanas de antecedência, desapareces cinco minutos depois de entrar no bar ou passas a noite inteira a garantir que toda a gente tem bebida, casaco e transporte para casa? Uma saída com amigas revela mais sobre a nossa personalidade do que gostaríamos de admitir. Em qual destas te reconheces?

Podem conhecer-se há dez anos, trabalhar juntas todos os dias ou ter uma amizade que começou há poucos meses. Basta uma noite fora para perceber que, dentro de qualquer grupo, cada pessoa acaba por assumir um papel muito específico.

Há a amiga que planeia tudo, a que quer dançar até as luzes acenderem, a que decide que é responsável pelo bem estar coletivo e aquela que, misteriosamente, desaparece sem ninguém perceber exatamente quando aconteceu.

No dia seguinte, porém, todas voltam ao mesmo grupo de WhatsApp para reconstruir os acontecimentos. Se alguma destas descrições te parece familiar, chegou o momento de descobrir que tipo de amiga és quando sais à noite.

A organizadora oficial do grupo

Tudo começa contigo. Antes de existir uma saída já criaste uma votação no WhatsApp, escolheste três restaurantes, verificaste horários, perguntaste quem vai levar carro e enviaste a localização para evitar que alguém apareça no sítio errado.

Enquanto as restantes respondem “para mim tanto faz”, tu estás a tentar perceber como é possível organizar sete pessoas que aparentemente perderam a capacidade de tomar decisões.

No próprio dia ainda mandas uma mensagem às 18h30 a confirmar: “Então, 21h no restaurante, certo?”. Quando a noite corre bem, ninguém percebe todo o trabalho que esteve por trás. Quando alguma coisa corre mal, toda a gente olha para ti.

Frase típica: “Meninas, precisamos de decidir isto hoje.”

A mãe do grupo

Levas lenços, pensos rápidos, pastilhas, carregador portátil e, em determinadas ocasiões, coisas que ninguém sabia que poderia vir a precisar numa discoteca. Sabes quem comeu pouco ao jantar, quem já bebeu demasiado e quem amanhã tem de acordar cedo. À medida que a noite avança, começas discretamente a distribuir copos de água e a perguntar se está tudo bem, enquanto tentas impedir decisões que sabes perfeitamente que terão consequências na manhã seguinte. Também és normalmente a pessoa que guarda casacos, encontra telemóveis perdidos e confirma que ninguém regressa sozinho a casa. As tuas amigas gozam contigo durante toda a noite e, inevitavelmente, acabam por precisar de ti.

Frase típica: “Bebe um bocadinho de água primeiro.”

A que nasceu para a pista

Podes ter passado toda a semana cansada, ter dito ao jantar que não estavas com grande vontade de sair e jurado que ias só beber um copo. À meia noite acontece uma transformação. Entra a música certa e subitamente tens energia para mais quatro horas, arrastas toda a gente para a pista e consideras pessoalmente ofensiva qualquer tentativa de abandonar o local antes do final da noite. Conheces metade das músicas nos primeiros dois segundos, tens coreografias para algumas delas e não compreendes porque é que as tuas amigas continuam sentadas quando começou precisamente aquela canção. Às três da manhã continuas impecavelmente comprometida com a missão.

Frase típica: “Esta é a última e depois vamos.” Nunca é a última.

A fotógrafa

O jantar só começa depois de conseguires uma imagem minimamente aceitável e existe uma forte probabilidade de pedires a uma desconhecida simpática para tirar mais uma porque na anterior alguém estava de olhos fechados. Conheces os melhores ângulos, reparas imediatamente quando a luz do espaço é péssima e tens uma coleção inteira de fotografias espontâneas que, curiosamente, demoraram quinze minutos a conseguir. Na manhã seguinte és também responsável pelo arquivo oficial da noite, distribuindo fotografias pelo grupo e recebendo instruções muito específicas sobre aquilo que pode ou não chegar ao Instagram.

Frase típica: “Só mais uma porque esta ficou desfocada.”

A desaparecida

Estavas ali há dois minutos. Agora ninguém sabe onde estás. As tuas amigas começam por assumir que foste à casa de banho, depois verificam o bar, a esplanada e a pista. Passados vinte minutos chega finalmente uma mensagem. “Estou aqui.” Aqui onde? O teu conceito de noite em grupo inclui uma liberdade considerável para explorar o espaço, conversar com desconhecidos, encontrar pessoas que não vias desde 2019 e surgir novamente quando ninguém já estava à tua procura. No final, contas uma história completamente paralela à noite que o resto do grupo viveu.

Frase típica: “Achei que vocês estavam atrás de mim.”

A relações públicas

Conheces alguém em todo o lado. Chegam a um restaurante e cumprimentas uma pessoa. Entram num bar e conheces duas. Quinze minutos depois já estás a falar com alguém que estudou contigo, uma antiga colega de trabalho e uma pessoa cujo grau de proximidade ninguém conseguiu perceber. És também responsável pelas expansões inesperadas do grupo. Uma saída que começou com cinco amigas pode terminar com doze pessoas, porque encontraste conhecidos pelo caminho e concluíste que fazia todo o sentido juntarem-se. As tuas amigas nunca sabem exatamente quem vai estar à mesa no final da noite.

Frase típica: “Olha quem está aqui!”

A que diz que vai cedo para casa

Anuncias esta informação repetidamente durante o jantar. “Hoje não posso abusar. Amanhã tenho coisas para fazer.” Toda a gente ouve com respeito, embora ninguém acredite verdadeiramente. Chega a meia noite e decides ficar mais meia hora. À uma alguém sugere mudar de sítio e acompanhas o grupo apenas porque fica no caminho. Às duas já estás completamente integrada na noite e recusas qualquer acusação relacionada com as declarações feitas ao jantar. Quando finalmente regressas a casa, faltam poucas horas para aquilo que tinhas de fazer no dia seguinte.

Frase típica: “Eu nem queria sair hoje.”

A que está sempre com fome

O jantar aconteceu há quatro horas e isso, para ti, significa que já pertence ao passado. Enquanto algumas pessoas discutem se querem ir para outro bar, a tua única preocupação tornou-se descobrir onde existe comida aberta. Começas por perguntar discretamente se alguém também tem fome e, poucos minutos depois, já estás a pesquisar hambúrgueres, pizzas, kebabs ou qualquer estabelecimento disposto a alimentar um grupo de pessoas de madrugada. Frequentemente consegues convencer todas as outras de que comer alguma coisa é uma ideia brilhante.

Frase típica: “Vamos comer qualquer coisa antes de irmos para casa?”

A conversadora profunda

Durante as primeiras horas estás perfeitamente integrada na festa. Depois sentas-te ao lado de uma amiga, alguém pergunta qualquer coisa ligeiramente pessoal e, sem perceberem como chegaram ali, começam uma conversa sobre relações, carreira, infância, decisões de vida e o significado da felicidade. Há música alta, pessoas a dançar a poucos metros e vocês estão num canto a resolver emocionalmente os últimos cinco anos. Estas são também as conversas que dão origem a promessas muito sérias feitas às três da manhã e recuperadas no grupo no dia seguinte.

Frase típica: “Posso dizer-te uma coisa que nunca te disse?”

A inimiga do fim

Quando alguém pronuncia as palavras “vamos embora?”, sentes que acabaram de arruinar o ambiente. Ainda existe outro bar. Outra música. Outra possibilidade. Enquanto uma amiga chama o Uber, tu procuras alternativas e tentas negociar mais trinta minutos com a determinação de quem está a discutir um tratado internacional. Normalmente consegues arrastar pelo menos uma pessoa contigo.

Frase típica: “Mas ainda é cedo.” São 4h17.

E qual delas és tu?

A verdade é que poucas pessoas pertencem exclusivamente a uma destas categorias. Podemos começar a noite como organizadoras, passar algumas horas na pista, desaparecer durante vinte minutos e acabar à procura de pizza às quatro da manhã. Há, contudo, um papel que repetimos quase sempre e que as nossas amigas identificariam em segundos. Por isso, envia este artigo ao grupo e deixa que sejam elas a decidir. A resposta pode ser bastante diferente daquela que tinhas em mente.

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