Todos temos uma pasta, mental ou nos guardados do Instagram, onde guardamos os sítios que continuamos a dizer “temos mesmo de ir”. Desta vez abrimos oficialmente a wishlist do Glitter: cinco restaurantes de Lisboa onde ainda não fomos, mas que já nos deram razões suficientes para querer reservar mesa.
1. Ofício Lisboa
O Ofício já não é propriamente uma novidade em Lisboa, mas entrou numa nova fase em 2026 e voltou diretamente para o nosso radar. No Chiado, o restaurante está agora nas mãos do chef Maurício Varela, que deixou para trás a rigidez do fine dining para trabalhar uma cozinha portuguesa mais livre, criativa e sazonal. Há pão de leite com croquete de alheira e maionese de couve fermentada, tártaro de carapau em folha de shiso, arroz malandrinho de bacalhau e bavette maturada com molho à café. O vinho ganhou também um papel central nesta nova vida do espaço. Parece-nos exatamente aquele restaurante para ir com tempo, pedir várias coisas para a mesa e ficar mais uma garrafa do que inicialmente estava previsto.
2. Le Jardin D’eden Lisboa
Campo de Ourique tem um pequeno jardim francês que queremos conhecer. O Le Jardin d’Eden cruza cozinha francesa com algumas influências asiáticas, trabalhando sobretudo com produtos locais, e tem uma carta que nos faz querer marcar um jantar daqueles demorados. A isto juntam-se cocktails e uma atmosfera com aquele lado romântico e ligeiramente teatral que ajuda bastante quando estamos a escolher restaurante pelo Instagram.
3. Pomme Eatery
O Pomme começou por chamar-nos a atenção por uma razão inesperada: sidra. O restaurante da Rua Nova de São Mamede nasceu precisamente da paixão dos proprietários pela bebida e foi pensado como um eatery descontraído, feito para provar coisas e partilhar. A carta atual passa por croquetes de cogumelos, batata mille-feuille crocante com anchova, curgete grelhada com feta, camarões com manteiga de ervas, carpaccio de polvo com maionese de kimchi, Chicken Kyiv e fish tacos. Ou seja, não parece particularmente interessado em pertencer a uma única cozinha e isso deixa-nos ainda mais curiosos.
4. Polémico
O nome já ajuda: um restaurante chamado Polémico tem, no mínimo, obrigação de nos deixar curiosas. No Rato, o projeto do chef António Lobo Xavier e de três sócios quer fugir aos rótulos, embora já tenha sido chamado de neo-tasca, tasca moderna e fine dining com pratos de tasca. A ideia é mais simples: produto bom, cozinha sem complicações desnecessárias, preços acessíveis e ambiente suficientemente descontraído para ir jantar com amigos. A carta muda regularmente, mas há duas coisas que resistem às mudanças: a alga crocante com tártaro de novilho e gema curada e a sobremesa Maria, inspirada na avó do chef. Foi ainda eleito favorito do público nos TheFork Awards, o que só aumentou a nossa vontade de perceber onde está a polémica.
5. Luzzi Lisbon
E terminamos com aquele que talvez tenha maior potencial para transformar jantar em programa de noite. No sexto andar do Andaz Lisbon, na Baixa, o Luzzi quer contar a história de Portugal através das muitas culturas com que o país se cruzou. O resultado é aquilo a que chama cozinha lusitana contemporânea: ingredientes e referências portuguesas encontram influências africanas, brasileiras e asiáticas. Depois há o espaço: plantas, padrões, cores fortes, arte, cocktails e música, numa espécie de selva urbana que não foi propriamente desenhada para um jantar discreto. E ainda bem.
Esta é, por enquanto, a nossa Wishlist Lisboa: cinco mesas que ainda não receberam o selo da Glitter Team, mas que já conseguiram a parte mais difícil de nos fazer querer ir.
#GlitterUpYourLife