Quando a Apple apresenta um novo iPhone, nós fazemos sempre o mesmo ritual: fingimos que não estamos interessadas, dizemos que “o nosso ainda está ótimo” e, cinco minutos depois, já estamos a comparar cores, câmaras e preços. Porque sejamos honestas: não precisamos de um iPhone novo. Mas isso nunca nos impediu de querer um.
O novo iPhone chega com algumas novidades que nos fazem, pelo menos, considerar seriamente a possibilidade de trocar o nosso fiel companheiro de bolso. Não vamos entrar numa explicação técnica de processadores, gigahertz ou coisas que parecem nomes de medicamentos. Vamos ao que realmente interessa.
- A câmara, obviamente
Porque já não queremos simplesmente tirar fotografias. Queremos boas fotografias. O novo iPhone aposta novamente forte na fotografia, com melhorias no sistema de câmaras e novas possibilidades de controlo para conseguir imagens mais bonitas e mais versáteis.
Traduzindo para a vida real: fotografar um jantar com amigas, uma viagem, o outfit antes de sair de casa ou o nosso filho a fazer qualquer coisa absolutamente adorável (e provavelmente impossível de repetir) pode ficar ainda mais fácil.
E há uma consequência inevitável: vamos precisar de mais espaço no telemóvel. Não porque tiramos demasiadas fotografias. Porque todas são importantes.
- O design
Vamos ser sinceras: também queremos o novo iPhone porque ele é bonito. A tecnologia pode ser incrível, mas existe uma razão pela qual passamos minutos a escolher a capa perfeita, combinamos a cor do telemóvel com acessórios e, de vez em quando, tiramos uma fotografia ao próprio telemóvel.
O design continua a ser uma das grandes armas da Apple. E há qualquer coisa naquele momento em que tiramos o novo iPhone da caixa que transforma imediatamente um objeto tecnológico num pequeno objeto de desejo.
É um telemóvel? Sim, é também um acessório.
- A bateria
A bateria é provavelmente aquela característica que só valorizamos verdadeiramente quando estamos nos 4%. Uma bateria que dura mais significa menos procura desesperada por tomadas, menos andar com um carregador atrás como se fosse um objeto de culto e, sobretudo, menos ansiedade quando saímos de casa de manhã com 38% e sabemos perfeitamente que vamos passar o dia inteiro fora. Porque podemos viver sem muitas coisas. Mas ficar sem bateria às 18h quando ainda temos de chegar a casa, responder a mensagens e chamar um Uber? Não.
- O iPhone que dobra
E aqui entramos no território do verdadeiro plot twist.
A Apple entrou finalmente no universo dos smartphones dobráveis com o novo iPhone Duo, pensado para oferecer um ecrã maior sem obrigar-nos a andar com um pequeno tablet dentro da mala.
É provavelmente uma das novidades mais divertidas porque durante anos os telemóveis dobráveis pareceram uma daquelas coisas futuristas que só existiam em filmes. Agora existem.
É útil? Provavelmente. É satisfatório? Muito. Vamos andar a abrir e fechar o telemóvel sem necessidade nenhuma? Também é bastante provável.
- A desculpa perfeita para trocar
Esta talvez seja a característica mais poderosa de todas. Porque podemos encontrar mil razões para trocar de iPhone, mas a verdadeira questão é outra: precisamos mesmo? Provavelmente não. O nosso atual ainda funciona. A câmara continua a tirar fotografias. A bateria, com alguma sorte, chega ao fim do dia. E, tecnicamente, não há nenhuma emergência tecnológica a acontecer. Mas há qualquer coisa no lançamento de um novo iPhone que nos faz olhar para o nosso e pensar: “Está na altura.”
Esse é o grande talento da Apple, conseguir transformar tecnologia em desejo. No final, o novo iPhone não é apenas uma lista de especificações. É uma pequena tentação com ecrã, câmara e uma enorme capacidade para nos fazer repensar todas as decisões financeiras que tomámos este mês.
#GlitterUpYourLife