A 9 de setembro celebra-se o Dia Internacional do Sudoku, e a data não foi escolhida ao acaso. Faz referência direta à estrutura do próprio jogo: uma grelha de 9×9 casas, dividida em nove quadrados menores, onde cada linha, coluna e bloco tem de conter os números de 1 a 9, sem repetições. Foi a Federação Mundial de Puzzles que oficializou a efeméride em 2013, mas a verdade é que o Sudoku já reinava havia décadas nas páginas de jornais, revistas e, mais recentemente, em qualquer telemóvel que se preze.
Uma história mais antiga do que parece
Apesar de parecer um fenómeno tipicamente japonês, a base matemática do Sudoku remonta ao século XVIII, aos chamados “quadrados latinos”, desenvolvidos pelo matemático suíço Leonhard Euler. Foi no Japão, alguns anos depois, que o jogo ganhou o nome pelo qual se tornaria mundialmente famoso: Sudoku, abreviatura da expressão japonesa que significa, aproximadamente, “os números devem aparecer sozinhos”. A popularidade internacional viria só em 1997, quando o juiz neozelandês Wayne Gould desenvolveu um programa de computador capaz de gerar puzzles automaticamente, o que levou o jornal britânico The Times a publicar o primeiro Sudoku em novembro de 2004. Dali em diante, o fenómeno espalhou-se por jornais do mundo inteiro, chegando mesmo à televisão, com programas dedicados ao jogo já em 2005.
Porque vale a pena dedicar-lhe uns minutos
Para além de ser viciante, o Sudoku é um dos passatempos mais associados ao treino da concentração, da memória e do raciocínio lógico, sem exigir qualquer conhecimento de matemática avançada. É esse equilíbrio entre desafio e simplicidade que explica por que motivo continua tão popular décadas depois de ter conquistado as bancas de jornais.
Já ouviste falar em Murdoku?
Se o Sudoku já não te desafia como antes, há um novo fenómeno a conquistar os fãs de puzzles, e desta vez com direito a cena de crime. Chama-se Murdoku, e é exatamente aquilo que o nome sugere: um cruzamento entre a lógica do Sudoku e a investigação de um mistério policial. Em vez de números, trabalha-se com suspeitos, divisões de uma casa e pistas contextuais, com o objetivo de descobrir quem estava sozinho com a vítima no momento do crime.
O conceito nasceu da cabeça do canadiano Manuel Garand, criador de puzzles com trabalho publicado no Financial Times, que lançou a primeira coleção de Murdoku em outubro de 2025. O sucesso foi tal que rapidamente surgiu uma segunda coleção, e o fenómeno já chegou também a Portugal, disponível tanto em livro como em versões digitais.
A mecânica lembra o Sudoku porque também assenta numa grelha, normalmente dividida em várias divisões de nove quadrados cada, preenchida por eliminação lógica até restar apenas uma solução possível. Mas a experiência é bem diferente: em vez de regras matemáticas abstratas, há cenas de crime ilustradas, personagens com alibis e uma pequena história para desvendar em cada puzzle. É essa camada narrativa, mais próxima de um romance policial do que de um exercício de cálculo, que tem conquistado tanto os fãs de puzzles clássicos como os apaixonados por true crime.
No fundo, o Murdoku prova que a lógica implacável do Sudoku ainda tem muito para dar, mesmo a quem já trocou os números por suspeitos e pistas.
Onde jogar hoje mesmo
Se te apeteceu pegar num lápis, há várias formas de celebrar o dia. Nas bancas, a revista Super Sudoku continua a ser uma das opções mais fáceis de encontrar em Portugal, com centenas de jogos organizados por nível de dificuldade. Jornais como o Público e a Sábado disponibilizam também Sudoku diário gratuito nos seus sites, com diferentes graus de dificuldade, para quem prefere jogar direto do telemóvel ou do computador durante uma pausa no trabalho.
Seja em papel ou em ecrã, o convite mantém-se: reserva uns minutos do teu dia, desliga o resto e deixa a lógica falar mais alto.
#GlitterUpYourLife