10 coisas que toda a gente quer experimentar pelo menos uma vez na vida

Há quem tenha uma bucket list escrita num caderno e quem vá simplesmente acrescentando desejos à medida que os descobre. Ver auroras boreais, viajar sozinho, dormir debaixo das estrelas ou fazer uma viagem sem destino marcado. No fundo, aquilo que procuramos não é apenas colecionar lugares ou atividades. Queremos histórias que consigamos contar começando por “uma vez…”.

1. Ver uma aurora boreal. Podemos ter visto centenas de vídeos, mas continua a existir qualquer coisa quase irreal na ideia de estar no meio do frio, olhar para o céu e vê-lo tornar-se verde, violeta ou rosa. Islândia, Noruega, Finlândia ou Suécia entram frequentemente na lista precisamente por isso. E talvez a parte mais bonita seja que não há botão para ligar a aurora: é preciso esperar, olhar para cima e ter alguma sorte.

2. Fazer uma viagem completamente sozinho. Não precisa de ser três meses pela Ásia com uma mochila. Pode ser um fim de semana em Roma. Viajar sozinho significa escolher onde comer sem negociar, entrar num museu porque nos apetece, mudar o plano a meio do dia e descobrir se realmente gostamos da nossa própria companhia. Há quem experimente uma vez e decida que prefere viajar acompanhado. E há quem nunca mais queira desistir daqueles dois dias só para si.

3. Dormir debaixo das estrelas. Num deserto, numa tenda de glamping, numa cabana com teto transparente ou simplesmente num lugar onde não existam luzes suficientes para apagar o céu. Passamos tanto tempo dentro de edifícios que ver a Via Láctea sem iluminação urbana pode parecer quase uma experiência extraterrestre. Idealmente com uma cama confortável por baixo. A aventura também pode ter lençóis.

4. Fazer uma viagem de carro sem um plano demasiado rígido. Escolher uma estrada bonita, algumas paragens e deixar espaço para aquilo que aparece pelo caminho. Uma road trip pela Costa Amalfitana, Califórnia, Andaluzia ou mesmo pela costa portuguesa tem um prazer que desaparece quando cada minuto está reservado. Parar porque vimos uma praia bonita. Almoçar numa vila que nem estava no mapa. Chegar ligeiramente mais tarde. Algumas das melhores viagens começam precisamente quando deixamos de tentar otimizar todas as horas.

5. Ver um concerto daquele artista que faz parte da nossa vida. Não necessariamente o artista mais famoso do mundo. Aquele cujas músicas nos levam imediatamente para uma idade, uma pessoa ou uma época. Conseguir finalmente ouvir ao vivo a canção que cantámos durante vinte anos no carro é uma experiência surpreendentemente emocional. E existe sempre aquele segundo em que começam os primeiros acordes e milhares de pessoas percebem a música ao mesmo tempo. Só isso já vale o bilhete.

6. Fazer alguma coisa que nos assusta um bocadinho. Saltar de paraquedas para uns, mergulhar para outros, fazer surf, andar de balão ou simplesmente subir a um palco e falar diante de cem pessoas. Não precisamos de colocar a vida em risco para sair da zona de conforto. A experiência interessante está naquele instante anterior em que pensamos “porque é que aceitei fazer isto?” e naquele imediatamente posterior em que percebemos que afinal conseguimos.

7. Ver um animal selvagem no seu habitat natural. Uma baleia a surgir junto a um barco, elefantes numa reserva africana, orangotangos no Bornéu ou tartarugas marinhas no oceano. Existe uma diferença enorme entre conhecer um animal através de um documentário e encontrá-lo num lugar onde somos nós os visitantes. E talvez seja uma das poucas experiências capazes de nos recordar rapidamente que o mundo é bastante maior do que a nossa agenda.

8. Passar uns dias verdadeiramente desligado. Sem emails, sem Instagram, sem notícias a cada quinze minutos e, idealmente, sem saber exatamente onde está o telemóvel. Pode ser num retiro, numa casa no campo ou simplesmente durante um fim de semana em que combinamos que ninguém vai estar permanentemente disponível. Numa época em que levamos o mundo inteiro no bolso, talvez desaparecer durante 48 horas tenha passado a ser uma das formas mais raras de luxo.

9. Fazer uma grande viagem por causa de comida. Ir ao Japão e sentar-se diante de um balcão de sushi. Viajar até Nápoles para comer pizza. Fazer um roteiro de mercados em Marrocos, provar street food em Banguecoque ou passar alguns dias no País Basco entre pintxos. Viajar também é perceber que aquilo que chamamos “comida italiana”, “mexicana” ou “japonesa” em casa é apenas uma pequena versão de uma cultura inteira. E voltar ligeiramente obcecado com um prato que depois nunca conseguimos reproduzir faz parte da experiência.

10. Ver o nascer do sol num lugar onde nunca estivemos. Pode parecer a mais simples da lista, mas talvez seja precisamente por isso que merece ficar para o fim. Uma praia, uma montanha, uma cidade desconhecida ou o terraço de um hotel no outro lado do mundo. Acordar demasiado cedo, arrepender-nos durante os primeiros dez minutos e depois assistir ao início de um dia num lugar novo. Não é preciso fotografar. Nem publicar. Há momentos que ficam estranhamente melhores quando ninguém sabe que aconteceram.

No final, uma lista destas nunca é realmente universal. Há quem sonhe mergulhar com tubarões e quem considere isso exatamente o oposto de um sonho. Há quem queira percorrer o Caminho de Santiago, aprender a velejar, escrever um livro, viver seis meses noutro país ou simplesmente passar o Natal em Nova Iorque.

A parte interessante é perceber qual destas coisas continuamos a dizer “um dia” há demasiado tempo. Porque algumas experiências não precisam de esperar pelo momento perfeito. Precisam apenas de uma data.

#GlitterUpYourLife