Dos mais icónicos aos mais impossíveis de esquecer: 7 videoclips que marcaram a cultura pop

Antes do TikTok, dos reels e das eras pensadas ao detalhe para as redes sociais, havia videoclips capazes de definir uma carreira inteira. Alguns mudaram a forma como olhávamos para a música, outros criaram tendências que ainda hoje reconhecemos ao primeiro segundo. E sim, Britney num avião continua a ser impossível de bater.

1. Britney Spears Toxic (2004)

O body transparente coberto de cristais, a peruca vermelha, o uniforme de hospedeira, a mota, o avião. Toxic é praticamente uma sucessão de imagens que ficaram gravadas na memória coletiva.

Realizado por Joseph Kahn, o videoclip levou a estética pop dos anos 2000 ao limite: sexy, futurista, exagerado e completamente consciente do poder visual de Britney Spears. Mais de duas décadas depois, continua a ser uma das referências mais imediatas quando pensamos na cantora e uma fonte inesgotável de fantasias de Halloween.

2. Michael Jackson Thriller (1983)

É difícil falar de videoclips sem começar uma pequena discussão sobre se Thriller devia sequer ser chamado de videoclip.

Com quase 14 minutos, realização de John Landis, zombies, maquilhagem cinematográfica e uma das coreografias mais reconhecíveis da história, transformou o lançamento de uma música num verdadeiro acontecimento cultural.

Michael Jackson mostrou que um vídeo musical podia ser cinema, narrativa, moda e espetáculo ao mesmo tempo. E qualquer pessoa que faça aquela dança com os braços sabe exatamente de onde ela vem.

3. Madonna Vogue (1990)

Preto e branco, poses impossíveis e uma Madonna inspirada pelo glamour clássico de Hollywood.

Realizado por David Fincher, Vogue tornou-se um dos videoclips mais elegantes da cultura pop e levou para uma audiência mainstream o voguing, estilo de dança desenvolvido na cultura ballroom LGBTQ+ de Nova Iorque.

A estética foi imitada milhares de vezes desde então. Mas basta ouvir “strike a pose” para perceber que o original continua a mandar.

4. a-ha Take On Me (1985)

Mesmo quem não sabe o nome da banda reconhece o videoclip.

A combinação entre imagens reais e animação desenhada a lápis criou uma pequena história romântica em que uma mulher entra literalmente dentro de uma banda desenhada. A técnica de rotoscopia tornou o vídeo imediatamente diferente de tudo o que passava na televisão na altura.

Quase 40 anos depois, continua a parecer surpreendentemente bonito e provavelmente continua a ser um dos videoclips que melhor resistiu visualmente ao tempo.

5. Beyoncé Single Ladies (Put a Ring on It) (2008)

Um cenário branco, três mulheres, três collants pretos e uma coreografia. Não era preciso mais.

Realizado por Jake Nava, Single Ladies provou que um videoclip podia tornar-se um fenómeno global sem cenários milionários ou dezenas de mudanças de roupa. A coreografia espalhou-se por programas de televisão, festas, vídeos caseiros e, anos antes de o TikTok existir, criou praticamente o equivalente a uma dance challenge mundial.

E aquele movimento da mão? Património pop.

6. Lady Gaga Bad Romance (2009)

Se quisermos identificar o momento em que Lady Gaga deixou definitivamente de ser apenas uma nova estrela pop para se transformar numa figura cultural, Bad Romance é um excelente candidato.

Moda avant-garde, olhos digitalmente gigantes, Alexander McQueen, criaturas estranhas, uma casa de banho futurista e uma narrativa completamente surreal.

O videoclip ajudou a estabelecer aquilo que viria a ser uma das marcas de Gaga: cada lançamento podia ser simultaneamente música, moda, performance e provocação. E poucas entradas de uma música provocam uma reação tão imediata como “Rah-rah-ah-ah-ah”.

7. Nirvana Smells Like Teen Spirit (1991)

Um ginásio de escola, cheerleaders com símbolos anarquistas, adolescentes cada vez mais descontrolados e uma atmosfera deliberadamente suja.

Smells Like Teen Spirit tornou-se a imagem definitiva do grunge e de uma geração que estava bastante pouco interessada no glamour impecável da década anterior.

O vídeo ajudou a transformar os Nirvana num fenómeno mundial e fez daquela estética de liceu decadente uma das imagens mais reconhecíveis dos anos 90.

Quando três minutos eram um acontecimento

Poderíamos acrescentar dezenas: I Want To Break Free, dos Queen; Dirrty, de Christina Aguilera; Crazy in Love, de Beyoncé; Oops!… I Did It Again, de Britney Spears; Telephone, de Lady Gaga e Beyoncé.

Porque durante décadas o videoclip não servia apenas para acompanhar uma canção. Criava a imagem que passávamos a associar-lhe para sempre.

#GlitterUpYourLife