7 lojas vintage cool em Portugal onde vale a pena procurar tesouros

Da moda de autor em segunda mão aos vestidos coloridos de outras décadas, passando por mobiliário nórdico e acessórios inesperados, estas lojas mostram que comprar vintage pode ser uma verdadeira experiência de estilo.

Entrar numa loja vintage é aceitar que não sabemos exatamente o que vamos encontrar. Um casaco de cabedal com décadas de história, a mala que parecia existir apenas no roupeiro da avó ou uma peça de design capaz de transformar uma divisão inteira podem estar escondidos no expositor seguinte.

A procura por roupa e objetos em segunda mão deixou de pertencer apenas aos colecionadores. Hoje, faz parte de uma forma mais pessoal de construir o guarda-roupa e a casa, longe das coleções produzidas em massa. Este roteiro reúne algumas das lojas vintage mais interessantes de Portugal.

1.Carmo Vintage, Lisboa

No Chiado, a Carmo Vintage apresenta uma versão mais depurada e contemporânea da roupa em segunda mão. O espaço claro e minimalista deixa o protagonismo para uma seleção cuidada de peças de designers e marcas de luxo, sem esquecer referências à estética Y2K.

A loja foi criada por Liliana Dias, fundadora da Amor Fati, e dirige-se a quem gosta de vintage, mas prefere expositores organizados e uma curadoria muito definida.

2.A Outra Face da Lua, Lisboa

Uma das referências históricas do vintage lisboeta continua a ser o lugar certo para quem não tem medo de padrões, cores e acessórios com personalidade. Entre os cabides encontram-se calças de ganga de diferentes cortes, vestidos, quimonos, roupa desportiva e bijuteria que recupera o excesso divertido de outras décadas.

A loja promove também iniciativas relacionadas com o reaproveitamento e o upcycling, reforçando a ligação entre o estilo vintage e novas formas de prolongar a vida das peças.

3.Retro City, Lisboa

A Retro City parece uma cápsula do tempo instalada no Intendente. A seleção percorre várias décadas e junta casacos, camisas, calças, cintos, calçado e peças assumidamente kitsch.

Gangas Levi’s, camisolas desportivas, fatos de treino, lantejoulas e botas de cowboy convivem sem grandes regras. É uma loja para visitar com tempo e disponibilidade para experimentar aquilo que normalmente não escolheríamos à primeira vista.

4.Ás de Espadas, Lisboa

A Ás de Espadas concentra-se no universo feminino e reúne roupa e acessórios que atravessam várias décadas, dos anos 20 aos anos 80. Saias plissadas, blusas de seda, malas e pequenos acessórios fazem parte de uma seleção que permite construir um look completo ou encontrar apenas aquela peça especial que muda tudo.

A loja está instalada na Rua da Conceição, na Baixa Pombalina, e integra um conjunto de espaços vintage criados por Tiago Andrade e Bruno Lopes.

5.Numero237, Porto

Na Rua de Miguel Bombarda, a Numero237 cruza moda, arte e design. A seleção inclui peças de autor em segunda mão, livros de fotografia e cerâmica, transformando a visita numa experiência que vai além do guarda-roupa.

Entre as marcas representadas encontram-se nomes como Jean Paul Gaultier, Dior, Alexander McQueen, Valentino, Comme des Garçons, Issey Miyake e Yohji Yamamoto. Também existe espaço para cerâmica portuguesa vintage e trabalhos artesanais.

6.Mon Père, Porto

A Mon Père é uma boa morada para quem procura roupa com espírito de festival, padrões marcantes e acessórios que não passam despercebidos. Camisas coloridas, casacos, malhas, saias, turbantes, óculos, bijuteria e até fatos de banho ocupam um espaço frequentemente comparado a uma pequena versão de Camden Town.

A curadoria de Mariana Araújo nasce de compras realizadas em feiras, viagens e fornecedores de diferentes partes do mundo, o que ajuda a explicar a variedade encontrada nos expositores.

7.A Casa Torta, Coimbra

Localizada no centro de Coimbra, A Casa Torta dedica-se à roupa vintage e em segunda mão. O espaço é apresentado pelo Turismo Centro de Portugal como uma das lojas interessantes da cidade para quem procura peças com história e uma alternativa às grandes cadeias de moda.

O melhor das lojas vintage continua a ser a imprevisibilidade. O stock muda, as peças raramente se repetem e o tamanho certo nem sempre aparece à primeira tentativa. Mas é precisamente essa procura lenta, curiosa e sem garantias que torna cada descoberta muito mais especial.

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