O yoga já não é uma prática única, é um universo inteiro de estilos, cada um com um ritmo, um objetivo e uma forma diferente de trabalhar corpo e mente. Se já pensaste em experimentar mas ficaste perdida entre nomes como hatha, vinyasa ou yin, este guia é para ti. Organizámos os principais tipos de yoga consoante aquilo que mais precisas neste momento, seja alívio de stress, mais força, melhor sono ou simplesmente um primeiro contacto suave com a prática.
Para quem está a começar do zero: Hatha Yoga
Se nunca fizeste yoga na vida, o Hatha é o ponto de partida mais indicado. O ritmo é lento, as posturas mantêm-se durante mais tempo e há um foco grande na respiração consciente, o que permite ganhar consciência corporal sem sentir que estás a correr atrás da aula. É também o estilo mais popular no Ocidente, o que significa que é fácil de encontrar em quase qualquer estúdio ou ginásio.
Para quem sofre de stress e ansiedade: Yin Yoga
O Yin Yoga é o oposto do yoga dinâmico que normalmente vemos nas redes sociais. As posturas mantêm-se durante vários minutos, o ritmo é lentíssimo e o objetivo é libertar tensões acumuladas nos tecidos conjuntivos, ao mesmo tempo que acalma o sistema nervoso. É particularmente eficaz para quem lida com níveis elevados de ansiedade, porque obriga o corpo a abrandar mesmo quando a cabeça insiste em correr a mil.
Para quem quer força, resistência e um desafio físico: Ashtanga ou Vinyasa
Se o que procuras é um treino mais intenso, que também trabalhe a componente física, o Ashtanga e o Vinyasa são os estilos certos. Ambos ligam as posturas ao ritmo da respiração, de forma contínua e mais rápida, criando uma espécie de coreografia que funciona também como treino cardiovascular. O Ashtanga segue sempre a mesma sequência fixa de posturas, o que o torna ideal para quem gosta de repetição e de ver a evolução ao longo do tempo. O Vinyasa é mais livre e permite mais variedade de aula para aula.
Para quem tem dores nas costas ou lesões: Iyengar Yoga
O Iyengar é conhecido pelo uso de acessórios, blocos, cintos, almofadas, que ajudam a alinhar o corpo corretamente em cada postura. É por isso um dos estilos mais recomendados para quem tem dores crónicas nas costas, no pescoço, ou está a recuperar de uma lesão, já que o foco está sempre no alinhamento seguro e não na intensidade do movimento.
Para quem quer dormir melhor: Yoga Nidra ou Restaurativo
Se o problema é a insónia ou um sono agitado, o Yoga Nidra, também conhecido como o “sono yogico”, e o Yoga Restaurativo são as escolhas mais indicadas. Praticam-se quase sempre deitada, com apoio de almofadas e mantas, e o objetivo não é esticar nem fortalecer, mas sim induzir um estado profundo de relaxamento que ajuda a reduzir a hiperatividade mental antes de dormir.
Para grávidas: Yoga Pré-Natal
Durante a gravidez, o corpo muda de semana para semana, e o Yoga Pré-Natal foi desenhado precisamente para acompanhar essas mudanças. As aulas adaptam as posturas a cada trimestre, evitam posições que pressionem o abdómen e trabalham a respiração como preparação para o parto, além de ajudar a aliviar dores lombares e a retenção de líquidos, comuns nesta fase.
Para quem procura uma vertente mais espiritual: Kundalini Yoga
O Kundalini foge um pouco à imagem tradicional do yoga enquanto exercício físico. Combina posturas dinâmicas, técnicas de respiração específicas, mantras e meditação, com o objetivo de despertar aquilo que a tradição chama de energia interior. É a escolha certa para quem procura uma prática mais introspetiva, ligada ao autoconhecimento e à espiritualidade, e não apenas ao corpo.
Para quem quer suar a camisola: Bikram ou Hot Yoga
Por fim, para quem gosta de sentir que trabalhou mesmo, existe o Bikram, praticado numa sala aquecida a temperaturas elevadas, com uma sequência fixa de 26 posturas. O calor intenso aumenta a transpiração e a flexibilidade muscular, mas é um estilo que exige preparação física e hidratação cuidada, e que não é recomendado para quem tem problemas cardíacos ou de tensão arterial.
No fim, não existe um yoga “melhor” do que outro, existe aquele que se encaixa no momento de vida em que estás. E a boa notícia é que podes sempre experimentar mais do que um até encontrares o teu.
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