O verão é sinónimo de férias, de casas fechadas durante semanas e de uma pergunta que volta sempre à conversa: “e se acontecer alguma coisa lá em casa enquanto estou fora?” Não admira que seja também a altura em que a segurança doméstica ganha mais destaque, com todo o tipo de ideias e perceções a circular sobre alarmes e câmaras, umas herdadas de sistemas antigos, outras nascidas ali mesmo no scroll das redes sociais.
Para separar o que é facto do que é boato, falámos com a Verisure, a marca líder em alarmes monitorizados em Portugal e no mundo, que nos ajudou a desmontar os mitos mais comuns.
Mito 1: os alarmes servem só para evitar assaltos
A dissuasão e a deteção de possíveis intrusões continua a ser a função mais conhecida, mas está longe de ser a única. Os sistemas atuais podem detetar incêndios, permitir pedidos de ajuda através de um botão de pânico e responder a outras emergências que exijam uma reação rápida. Pensar num alarme apenas como “anti-ladrões” é ficar a meio caminho do que a tecnologia já oferece.
Mito 2: ter uma câmara significa que alguém está sempre a ver o que se passa em casa
Esta é talvez a ideia que mais gera desconforto e, ainda assim, é uma das mais fáceis de desmistficar. Nos sistemas com monitorização profissional, a Central Recetora de Alarmes só acede às imagens quando recebe um alerta que precisa de ser verificado. Existe uma equipa disponível 24 horas por dia, mas ela entra em ação para confirmar uma ocorrência, não para observar o quotidiano da família.
Mito 3: um alarme só é útil quando a casa está vazia
Os imprevistos não escolhem calendário nem esperam que a família saia de férias. Por isso, muitos sistemas incluem modos de proteção parcial, pensados para continuar a funcionar mesmo com as pessoas em casa, seja de dia ou durante a noite, adaptando-se à rotina de quem lá vive.
Mito 4: se o alarme disparar, a polícia é chamada automaticamente
Nem todos os alertas correspondem a uma intrusão real. É exatamente por isso que existe uma verificação prévia por parte de uma equipa especializada, que analisa o motivo do sinal antes de qualquer contacto com as autoridades. Esta etapa é essencial para distinguir uma emergência genuína de um falso alarme e evitar respostas desnecessárias.
Mito 5: o sistema de segurança é compatível com animais de estimação?
É uma das perguntas mais frequentes de quem tem cães ou gatos em casa: será que o alarme vai disparar sempre que o animal se mexer? Hoje existem soluções pensadas precisamente para reduzir esse risco, recorrendo à inteligência artificial capaz de distinguir uma pessoa de um animal. Isto permite à Central Recetora de Alarmes receber informação mais precisa e contextualizada para as equipas especializadas poderem avaliar melhor cada alerta e determinar a resposta mais adequada. Para garantir o melhor desempenho, a configuração deve ser ajustada às características da habitação, ao porte e aos hábitos dos animais.
Mito 6: se houver um corte de eletricidade ou de comunicações, o sistema deixa de funcionar
Os sistemas mais evoluídos têm mecanismos alternativos de alimentação e comunicação, criados exatamente para resistir a falhas ou tentativas de sabotagem. No caso da Verisure, ao detetar uma tentativa de inibição, o alarme localiza de imediato a origem do problema e, através de uma rede própria e exclusiva, bloqueia os inibidores e alerta a Central Recetora de Alarmes, que responde em poucos segundos.
Mito 7: os sistemas de segurança são complicados de usar
Se a imagem que ainda tens na cabeça é a de painéis complexos cheios de botões, vale a pena atualizar. A tendência tem sido precisamente a contrária: simplificar. Hoje, grande parte da gestão do sistema faz-se através de uma aplicação móvel, onde é possível ativar ou desativar o alarme, receber notificações e consultar o estado da proteção em apenas um clique.
Mito 8: basta um alarme com câmaras para proteger a casa?
Uma pergunta frequente é sobre qual o melhor alarme para casa. A realidade é que uma proteção eficaz raramente depende de um único equipamento. O sistema mais adequado varia consoante cada habitação e costuma combinar diferentes tecnologias, como detetores de movimento, sensores para portas e janelas, câmaras de vigilância e mecanismos anti-inibição. Quando estes elementos são integrados num sistema com instalação profissional e monitorização 24 horas, a resposta a qualquer situação torna-se mais rápida e mais adequada.
Com as férias à porta e as casas prestes a ficar vazias por mais tempo do que o habitual, talvez valha a pena olhar de novo para o sistema de segurança de casa, desta vez sem os mitos a atrapalhar a decisão.
Alvará 138C – MAI