O trabalho costuma surgir logo nas primeiras conversas de um encontro, e não é por acaso. Aquilo que fazemos da vida profissional diz muito sobre quem somos, e aparentemente também influencia, e bastante, o quão atraentes achamos alguém antes sequer de a conhecer melhor.
Uma app de encontros americana decidiu investigar exatamente isso este ano, ao inquirir mil homens solteiros e mil mulheres solteiras sobre quais as profissões que consideram mais sexy num parceiro ou parceira. Os resultados são reveladores, e talvez surpreendam quem ainda associa atração a critérios mais superficiais.
A saúde no topo do pódio
Tanto homens como mulheres concordaram num ponto: quem trabalha na área da saúde faz os melhores parceiros. Médicos lideraram a lista de profissões individuais mais atraentes, seguidos de perto por profissionais ligados à educação e, já a fechar o pódio, por enfermeiros. A explicação pode estar ligada àquilo que estas profissões costumam representar aos olhos de quem procura companhia: dedicação, capacidade de cuidar dos outros e um propósito que vai além do salário ao final do mês.
Um estudo semelhante, feito também este ano junto de solteiros, alargou a lista a outras áreas que também conquistam pontos: direito e forças de segurança, pela ideia de justiça que carregam; carreiras ligadas aos negócios, marketing e vendas, pelo perfil ambicioso associado a quem as escolhe; e até a tecnologia e as finanças entraram na conversa, provando que já não é preciso usar bata branca ou farda para ser considerado atraente.
A profissão importa, mas a atitude importa mais
Mais interessante do que a lista de profissões é, talvez, aquilo que a acompanha. Segundo o mesmo inquérito, quase metade dos solteiros prefere alguém com o mesmo nível de ambição profissional que o seu, enquanto um terço procura, mesmo, alguém ainda mais ambicioso. Mas o dinheiro está longe de ser o fator decisivo: gostar genuinamente do que se faz surge como o valor mais valorizado de todos, seguido do equilíbrio entre vida profissional e pessoal, da vontade de continuar a aprender e de saber trabalhar em equipa.
Ou seja, mesmo que a tua profissão não conste em nenhuma destas listas, a boa notícia é que a paixão pelo que fazes pode pesar tanto, ou mais, do que o cargo que ocupas. E se ainda tinhas dúvidas sobre falar de trabalho num primeiro encontro, os números não deixam grande margem: quase um quinto dos solteiros levanta o tema logo nos primeiros 30 minutos de conversa.
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