És uma pessoa de gatos? Estes sinais não enganam

No Dia Mundial do Gato, celebramos quem sabe que viver com um felino é aceitar uma relação em que o amor é intenso, a autoridade é discutível e a casa deixou de nos pertencer.

As pessoas dividem-se em dois grupos: as que gostam de gatos e as que ainda não foram escolhidas por um.

Ser uma pessoa de gatos não significa apenas achar graça a vídeos de gatinhos. É reconhecer que a independência pode ser uma forma de afeto, que o silêncio também comunica e que conquistar a confiança de alguém sabe melhor quando essa confiança não é oferecida a qualquer um.

Uma pessoa de gatos consegue passar vários minutos numa posição desconfortável para não acordar o animal que adormeceu sobre a sua perna. Pode ter comprado uma cama especial, bonita e bastante cara, mas sabe que o gato continuará a preferir a caixa onde ela veio.

Também aprendeu que as portas fechadas são uma afronta pessoal. O gato exige que sejam abertas imediatamente, não porque queira entrar, mas porque precisa de confirmar que continua a ter essa possibilidade.

Quem vive com um felino reconhece ainda a estranha hierarquia da casa. Podemos pagar a renda, escolher os móveis e encher o frigorífico, mas basta o gato ocupar uma cadeira para compreendermos que aquele lugar já não está disponível. Procuramos outro sem discutir.

As pessoas de gatos falam com eles como se esperassem uma resposta completa. Fazem perguntas, explicam atrasos e pedem desculpa por terem ido trabalhar. Em troca, recebem um olhar demorado, um miado enigmático ou o privilégio de tocar na barriga durante exatamente três segundos antes de a situação se tornar perigosa.

Dominam igualmente uma linguagem própria. Sabem distinguir o miado da fome do miado da atenção, reconhecem o ruído de uma “corrida maluca” às três da manhã e percebem que um objeto empurrado lentamente para o chão não caiu por acidente. Foi uma decisão.

O amor de um gato não costuma ser espalhafatoso. Surge quando ele escolhe sentar-se perto, encosta a cabeça à nossa mão ou aparece precisamente no dia em que não estamos bem. Não promete obediência, entusiasmo permanente nem disponibilidade absoluta. Oferece presença nos seus próprios termos.

É isso que fascina tanto quem gosta deles. Os gatos não alteram a personalidade para agradar. São curiosos, elegantes, contraditórios e ligeiramente arrogantes. Querem companhia, mas preservam o espaço. Procuram carinho e, minutos depois, comportam-se como se nunca nos tivessem visto.

Ser uma pessoa de gatos é sentir ternura por uma criatura que derruba um copo enquanto mantém contacto visual. É aceitar pelos na roupa, plantas atacadas, sofás arranhados e despertares demasiado cedo e continuar convencido de que fomos nós que tivemos sorte. Porque ninguém é verdadeiramente dono de um gato. Somos apenas funcionários com acesso privilegiado, alojamento partilhado e autorização ocasional para fazer festas.

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