Caso N º 10: Rossio Gardens x Quinta do Crasto

Sem sair de Lisboa, o tribunal do The Verdict viajou até ao Douro. No palco do Rossio Gardens, os vinhos da Quinta do Crasto foram os protagonistas. Não pediram licença e chegaram para roubar a atenção. O cenário de fundo do Rossio Gardens, um espaço descontraído, mas elegante, revelou-se o cúmplice perfeito para um final de tarde de prova de vinhos com direito a petiscos. Sete garrafas alinhadas na mesa, cada uma a contar a sua própria história do Douro: desde a frescura das altitudes até ao poder secular das vinhas velhas.

Começamos pelo Crasto Rosé 2024: 

Longe da banalidade dos rosés tímidos e apagados, este Crasto Rosé entra em cena com uma frescura vibrante e demonstrando a capacidade da Quinta do Castro de alargar horizontes para além dos seus famosos tintos.Na boca é leve, suave, um vinho perfeito para um final de tarde de verão. 

Seguimos para o Crasto Branco 2023: 

Destaque imediato para as notas cítricas. Leve, solto e extremamente focado. Este branco destaca-se pelos aromas expressivos de frutos tropicais frescos. A acidez e frescura torna-o perigosamente fácil de beber numa tarde quente em Lisboa.

Mais um branco – Crasto Superior Branco 2023

Uma mostra da maturidade sedutora do Douro Superior. Criado a partir do lote clássico de Viosinho e Verdelho, este vinho eleva a fasquia. Ganha volume, densidade e uma textura cremosa sem perder a mineralidade. Um branco sofisticado. 

Depois do rosé e dos brancos, chegou a hora dos aclamados tintos.

Começamos pelo Crasto Tinto 2023:

O clássico da casa (lote de Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Barroca) é uma celebração da fruta vermelha bem madura. Apresenta taninos sedosos, excelente estrutura e um equilíbrio imediato que convida ao próximo copo. É a porta de entrada perfeita para a assinatura tida como referência na Quinta do Crasto.

Seguimos para Crasto Superior Tinto 2023:

Um vinho de boca cheia. Intenso e com imenso caráter. 

Vindo das vinhas da Quinta da Cabreira no Douro Superior e estagiado 12 meses em barrica de carvalho francês, traz um perfil mais denso e aveludado. Aromas profundos de ameixas pretas, amoras, pequenas notas de cacau e especiaria fina. Encorpado e estruturado, é o tinto ideal para prolongar a conversa noite dentro. Um clássico da Quinta do Castro, um orgulho para a casa.

Quase a fechar a prova, tivemos Crasto Altitude 430 (2022)

A surpresa arrojada que roubou atenções.

Fruto de um projeto de investigação com as castas Tinta Francisca (70%) e Touriga Nacional (30%) plantadas a 430 metros de altitude. O resultado? Um tinto de cor garnet mais aberta e bastante mais leve. Um vinho ideal para acompanhar uma refeição. Não tira ele o protagonismo aos pratos nem vice-versa, complementam-se na perfeição. 

Por fim, e como muitas vezes dizem “os últimos são os primeiros”.

Crasto Reserva Vinhas Velhas 2023

O grande ícone da prova. Produzido a partir do field blend de cerca de 30 castas de vinhas centenárias (com mais de 70 anos), é um tinto monumental. Entrega camadas de fruta preta e especiaria. Um vinho que não gosta de aparecer por breves momentos, mas de deixar a sua marca. Um vinho que deixa uma persistência no final de boca que parece não terminar. É a nobreza e a alma do Douro engarrafadas.

O veredito? 

Sete vinhos, zero falhas. Se o Douro tem o dom da imponência, a Quinta do Crasto juntamente com o Rossio gardens alinharam-se harmoniosamente numa tarde que se traduziu no equilíbrio perfeito entre força e elegância urbana. 

A prova de vinhos no Rossio Gardens ficou 100% aprovada. 

O espaço no Largo do Duque do Cadaval, em Lisboa, acolhe ainda regularmente eventos como DJ sets, sunsets e festas temáticas. 

Por isso, fiquem atentos à programação, pode ser que encontrem o vosso final de tarde ideal. 

Vemo-nos no próximo caso!

Artigo por Catarina Ogando
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