Quem diria? A areia já não é para sacudir

A mala de praia está pronta? Deixa ver: protetor solar? Sim. Chapéu e óculos? Também. Livro ou fones? Ambos. E o esfoliante? Calma… what?

Se é verdade que, há uns tempos, a maquilhagem à prova de água era um nice to have para ir à praia, agora a tendência parece ser outra: não só o areal não conhece o look mais “pensado ao pormenor” das it girls, como também se torna parte dos bastidores para alcançar um glow saudável, natural e ao alcance de qualquer uma! E não apenas porque serve de encosto para uns bons banhos de sol… 

Já ouviste falar de esfoliação com areia?

No ano passado, esta prática começou a despontar entre as amantes do Euro Summer, que viram – nas mais diversas praias espanholas, gregas, portuguesas… – a oportunidade de dar um uso diferente do habitual à areia da praia. E este ano não foi diferente! Segundo dizem, a areia tem propriedades esfoliantes que deixam a pele suave e bronzeada durante mais tempo (sim, tal como um esfoliante comum que todas já comprámos e usámos). Seja enquanto estás sentada na toalha, durante uma curta caminhada pela linha do mar ou até entre uma onda e outra, a ideia é simples: pegar num punhado de areia, esfregar em movimentos circulares gentis pelo corpo e/ou rosto e finalizar com um mergulho no mar – não só porque limpa os resquícios de areia, mas também porque a água salgada tem os seus próprios benefícios para a pele. E ênfase em “gentis”, porque não queremos microcortes na barreira cutânea a deixar passar todo um cocktail de bactérias cá para dentro.

E eu percebo, parece demasiado bom para ser verdade, mas há dermatologistas que o corroboram. Reconhecem que a areia é fina e áspera quanto baste para esfoliar mecanicamente (e não “quimicamente”, como os ácidos glicólico ou salicílico presentes nos séruns e cremes que usamos). Dizem ainda que que a água do mar pode melhorar o aspeto de breakouts moderados, reduzir o excesso de sebo e acalmar a inflamação e vermelhidão da pele (por ter substâncias como o magnésio). Por outro lado, nem tudo são rosas e, portanto, também salientam que o mar contém uma série de outras substâncias não tão apetecíveis (não é preciso dizer, pois não?), pelo que não convém usá-lo como remédio santo de skincare. Até porque, se modera as gorduras presentes na pele, não queremos cair no erro de ressequi-la em demasia.

No fim de contas, recomenda-se o bom senso: uma praia com boa rebentação (bons níveis de oxigénio), correntes constantes (sem águas paradas) e pouco frequentada (menores níveis de poluição). Em todo o caso, um dia de praia e mergulhos de mar é, por si só, uma manifestação de autocuidado maravilhosa. Na ausência desses fatores, porém, talvez seja melhor usar café ou açúcar para experiências mais naturais ou o típico esfoliante de supermercado para quem gosta de jogar pelo seguro. Pessoalmente, confesso que sou das que evita ao máximo converter-se num croquete de areia, mas posso ter sido vencida pela curiosidade…

E tu, vais experimentar? Ou não é muito a tua praia?