Há quem nunca compre guardanapos. Há quem tenha sempre um pacote de folha dupla na despensa. Há quem ache que um rolo de cozinha serve perfeitamente para tudo. E depois há aquele grupo que tira os guardanapos de pano para qualquer jantar, mesmo que seja apenas uma pizza de sexta-feira.
No meio de tantas escolhas aparentemente insignificantes, existe quase um teste de personalidade escondido à mesa.
A equipa “rolo de cozinha”
São pessoas práticas. Para quê comprar guardanapos se já existe papel na cozinha? Limpa as mãos, a bancada, uma nódoa na camisola e ainda seca um copo. Eficiência acima de tudo.
A equipa “os mais baratos do supermercado”
Cumprir a função. Nada mais. São os guardanapos que aparecem nos almoços do dia a dia e que desaparecem sem ninguém reparar neles.
A equipa “folha dupla ou nada”
Conhecem a diferença. Sabem que há poucos momentos mais irritantes do que um guardanapo que se desfaz ao primeiro contacto com molho de tomate, ou que arranha a pele. Preferem gastar um pouco mais para não usar dois ou três de cada vez.
A equipa “guardanapos de pano”
Não é preciso haver convidados. Há quem use guardanapos de tecido todos os dias porque gosta da sensação, do toque e da mesa posta com algum cuidado. Curiosamente, é também uma escolha que pode reduzir bastante o desperdício ao longo do tempo, desde que sejam utilizados durante muitos anos e lavados juntamente com outras peças de roupa.
E afinal, qual é a opção mais sustentável?
A resposta não é tão simples como parece.
À primeira vista, os guardanapos de pano parecem a escolha mais ecológica. Mas a realidade depende da forma como são utilizados. O seu fabrico tem um impacto ambiental superior ao de um guardanapo de papel e cada lavagem consome água e energia. Só quando são reutilizados dezenas ou centenas de vezes é que esse impacto inicial começa a diluir-se.
Já os guardanapos de papel têm um impacto de produção inferior por unidade, sobretudo quando são fabricados com papel reciclado ou proveniente de florestas geridas de forma sustentável. O problema surge quando se utilizam vários em cada refeição ou quando acabam no lixo indiferenciado em vez de serem encaminhados para compostagem, quando possível.
No fundo, a opção mais sustentável talvez nem esteja no material, mas no desperdício. Usar apenas o necessário, evitar excessos e escolher produtos de origem responsável faz, muitas vezes, mais diferença do que a eterna discussão entre papel ou pano. Porque um simples guardanapo consegue dizer muito sobre a forma como vivemos… e até sobre a forma como recebemos quem se senta à nossa mesa.
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