Cantora, compositora e guitarrista, Joana Almeirante é um dos nomes mais promissores da nova música portuguesa. Formada em guitarra jazz e presença habitual na banda de Miguel Araújo, foi conquistando o público com temas como Bem Me Quer, Mera Ilusão e, sobretudo, Dois Corações Partidos, a canção que marcou um ponto de viragem na sua carreira. Agora, numa fase em que assume sentir-se mais próxima do que nunca da artista que quer ser, prepara-se para subir ao palco do MEO Marés e fala ao The Glitter Dream sobre o crescimento, os sonhos que ainda quer concretizar e a importância de fazer música que a represente verdadeiramente.
Que momento do teu percurso artístico sentes que foi uma viragem?
Acho que o momento mais marcante da minha carreira até agora foi, sem dúvida, o lançamento da canção Dois Corações Partidos. Sinto que foi essa música que me permitiu chegar a um público muito maior e comecei a sentir um reconhecimento mais notório e palpável. Foi um ponto de viragem muito importante para mim.
Esta noite sobes ao palco do MEO Marés. Que expectativa tens?
Aprendi a não criar grandes expectativas, porque cada concerto tem uma energia e uma magia diferente. Mas confesso que estou muito entusiasmada com este concerto, o Meo Marés é um festival incrível, com um público muito receptivo e cheio de energia. Por isso, acredito que vai ser um concerto muito especial para mim!
O que aprendeste sobre ti mesma a atuar que não terias aprendido só a cantar, ou vice-versa?
Acho que o palco me ensinou muitas coisas que nunca se aprendem na teoria. Ensinou-me a conquistar o público, seja através da minha performance, seja através das minhas canções. Aprendi a comunicar de forma a que as pessoas sintam que fazem parte do concerto e vivam aquele momento comigo. Acima de tudo, aprendi a tornar-me verdadeiramente artista, e isso é algo que só se conquista com muita estrada!
Como está a correr esta fase da tua carreira e o que esperas dela nos próximos tempos?
Sinto que estou numa fase de viragem, tanto a nível musical como artístico. Pela primeira vez, tenho um disco que me representa na totalidade, e isso faz-me sentir que estou no caminho certo. Espero que este próximo ano me permita concretizar ainda mais sonhos e continuar a crescer, tanto enquanto artista como enquanto compositora!
Como vês, hoje, a indústria da música em Portugal? Sentes que há espaço real para quem está a começar?
Acho que a indústria da música em Portugal está cada vez mais diversificada, com muitos artistas portugueses emergentes a fazer música incrível. É muito inspirador crescer ao lado de tantos artistas com estilos tão diferentes e identidades tão próprias. Sinto que, hoje, existe mais espaço para quem está a começar, algo que, na minha opinião, há alguns anos era bastante difícil de acontecer.
Há algum artista português, mais novo ou mais estabelecido, que aches que devíamos estar a ouvir mais?
Sou fã da Elisa desde sempre e acho que o novo disco dela é uma verdadeira pérola. Vale mesmo a pena acompanhar de perto o percurso dela.
Se pudesses escolher um projeto de sonho, qual seria?
Um dos meus maiores sonhos seria criar um projeto com uma grande orquestra e construir, em conjunto, um concerto onde pudesse apresentar o meu repertório com uma nova dimensão e uma sonoridade diferente. Acho que seria uma experiência inesquecível para mim, quem sabe talvez um dia aconteça!
#GlitterUpYourLife