Girl Guide: tudo o que precisas de saber para viajar sozinha pela primeira vez

Viajar sozinha pode parecer intimidante. E sim, é normal sentires um friozinho na barriga antes de reservar o primeiro voo. Mas também pode ser uma das experiências mais libertadoras que vais viver. Há qualquer coisa de muito especial em perceberes que consegues orientar-te numa cidade nova, jantar sozinha sem constrangimentos e descobrir que és uma companhia bastante agradável.

Se estás a pensar aventurar-te pela primeira vez, este é o teu guia.

Escolhe um destino “easy mode”

Não é preciso começar logo por um país do outro lado do mundo. Cidades seguras, fáceis de explorar a pé e com bons transportes públicos, como Copenhaga, Amesterdão, Sevilha ou Milão, são excelentes primeiras experiências.

Reserva o alojamento pela localização, não pelo preço

Poupar 20 euros por noite pode sair caro se tiveres de caminhar meia hora por ruas desertas para chegar ao hotel. Em viagens a solo, uma boa localização vale ouro.

Faz um plano… mas deixa espaço para o improviso

Marca os sítios que não queres mesmo perder, mas não enchas o dia de horários. Muitas das melhores memórias surgem quando decides entrar naquele café bonito ou explorar uma rua que nem aparecia no mapa.

Não tenhas vergonha de jantar sozinha

No início pode parecer estranho. Ao segundo dia já nem pensas nisso. Leva um livro, um podcast ou simplesmente observa as pessoas à tua volta. É um excelente exercício para aprenderes a desfrutar da tua própria companhia.

Partilha o teu itinerário

Não significa viver com medo. É apenas uma boa prática. Deixa um familiar ou amigo saber onde estás alojada e envia uma mensagem de vez em quando.

Leva menos roupa do que achas que precisas

Vais agradecer quando tiveres de subir quatro andares sem elevador ou correr para apanhar um comboio. A regra é simples: metade da roupa, o dobro das combinações.

Guarda um pequeno fundo de emergência

Um cartão extra, algum dinheiro em numerário e uma bateria portátil podem salvar um dia inteiro.

Não sintas obrigação de conhecer pessoas

Há quem faça amigos em todos os hostels. Há quem passe uma semana inteira sem trocar duas palavras com desconhecidos. As duas formas de viajar são igualmente válidas.

Confia na tua intuição

Se um sítio não te parece confortável ou uma situação te deixa desconfortável, vai embora. Não precisas de justificar nada a ninguém.

Aproveita para fazer tudo ao teu ritmo

Queres passar duas horas num museu? Força. Preferes ficar uma manhã inteira a ler num café? Também. Viajar sozinha tem um luxo raro: não precisas de negociar planos nem adaptar-te ao ritmo de outra pessoa.

No fim da viagem, provavelmente vais trazer fotografias bonitas, um íman para o frigorífico e algumas histórias para contar. Mas há uma coisa que pesa muito mais na mala de regresso: a confiança de saberes que és capaz de ir, descobrir e voltar… sozinha.

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