A 25 de junho de 2009, o mundo parou. Michael Jackson morreu aos 50 anos, poucos dias antes de regressar aos palcos com a digressão This Is It. A notícia correu o planeta em minutos e marcou uma geração inteira que cresceu ao som de Thriller, Billie Jean, Beat It ou Black or White. Dezasseis anos depois, continua a ser difícil encontrar um artista que tenha deixado uma marca tão profunda na cultura popular.
Michael Jackson não foi apenas um cantor. Foi um fenómeno. Revolucionou os videoclipes, transformou concertos em espetáculos de escala nunca antes vista e ajudou a redefinir aquilo que significa ser uma estrela global. Thriller continua a ser o álbum mais vendido da história da música e o seu legado artístico permanece praticamente incontestável.
Mas a história de Michael Jackson nunca foi simples. Ao génio musical juntaram-se décadas de controvérsia, especulação e acusações que continuam a dividir opiniões. É precisamente essa complexidade que volta agora a estar no centro da conversa graças à série documental da Netflix Michael Jackson: O Veredito, lançada este ano. A produção revisita o mediático julgamento de 2005, no qual o cantor foi absolvido de todas as acusações, através de testemunhos de jurados, jornalistas e pessoas diretamente envolvidas no processo. A série propõe uma reanálise daquele que foi um dos julgamentos mais mediatizados do século XXI e volta a colocar em debate a difícil relação entre a obra e o homem.
Talvez seja por isso que Michael Jackson continua tão fascinante. Porque poucas figuras da cultura pop conseguiram ser, ao mesmo tempo, tão admiradas e tão debatidas. Porque é impossível negar a influência que teve na música, na dança e no entretenimento. E porque, mesmo passados 16 anos da sua morte, continua a gerar conversas, documentários, filmes, teorias e análises.
Entre artistas famosos, artistas lendários e aqueles que se tornam capítulos inteiros da história da cultura popular, Michael Jackson pertence, sem dúvida, à última categoria.
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