Há festivais que existem para impressionar. E há festivais que existem para fazer bem ao corpo e à alma. O Festival Jardins do Marquês – Oeiras Valley pertence claramente à segunda categoria, e é por isso que quem vai uma vez volta sempre.
1. O cenário é simplesmente impossível
Concertos ao ar livre nos jardins do Palácio do Marquês de Pombal, em Oeiras, com luz de verão e o som do Atlântico a poucos quilómetros. É este o pano de fundo do festival, e é um dos mais bonitos de qualquer evento cultural da área de Lisboa. Há uma escala humana aqui que os grandes festivais não conseguem replicar: és capaz de ver o palco, ouves bem, e ainda tens jardim à volta. O cenário histórico não compete com a música, complementa-a.
2. O cartaz não é para toda a gente, é mesmo para ti
Este é um festival que apostou na diversidade com critério, e o resultado é um programa que tem literalmente qualquer coisa para qualquer pessoa. Baco Exu do Blues com Lucas Ortet e LIBRA. Raimundos com Arnaldo Antunes, numa noite de puro rock brasileiro. The Stranglers e Peste & Sida. Esperanza Spalding com Júlio Resende e Joana Machado, numa noite de jazz que promete ser das mais especiais do verão. Dino D’Santiago com Mayra Andrade, Batukadeiras e tributo a Super Mama Djombo. E ainda Thee Sacred Souls, Oracle Sisters e Ela Jaguar para fechar com soul e indie do melhor. Precisas de mais motivos?
3. Fica perto de Lisboa mas parece outro mundo
Oeiras tem essa qualidade rara de estar a vinte minutos de Lisboa e ao mesmo tempo parecer que saíste da cidade a sério. Para o Festival Jardins do Marquês isso é uma vantagem óbvia: chegas facilmente de comboio ou de carro, e quando chegas tens jardins históricos, ar fresco e uma escala de festival que não esgota antes do primeiro concerto ter começado. É o antídoto perfeito ao caos dos grandes festivais urbanos.
4. Há noites únicas que não se repetem em mais lado nenhum
Um dueto entre Esperanza Spalding e Júlio Resende, numa noite de verão, num jardim histórico em Portugal. Um tributo ao Super Mama Djombo com Dino D’Santiago e Mayra Andrade, celebrando décadas de música africana de língua portuguesa. Estes não são concertos que encontras noutro festival. São programações feitas com amor e inteligência, pensadas para criar momentos que ficam na memória. É o tipo de aposta cultural que merece ser apoiada.
5. A dimensão certa para se viver bem
O Festival Jardins do Marquês não quer ser o maior festival do país. Quer ser o melhor para quem lá está. E isso reflete-se em tudo: no cuidado com o programa, na escala do recinto, na atmosfera que se cria quando não há multidões a perder de vista o palco. É um festival onde se consegue conversar, beber qualquer coisa com calma, e ainda assim estar completamente imerso na música. Essa combinação é mais rara do que parece.
Os bilhetes estão disponíveis no site. O verão já chegou, e os jardins estão à espera.
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