A humanidade divide-se em muitas categorias. Cão ou gato. Doce ou salgado. Mar ou piscina. Mas nenhuma divisão é tão clara como esta: as pessoas que levam a casa inteira para a praia e as pessoas que aparecem apenas com um biquíni e fé.
Comecemos pelo primeiro grupo. Estas pessoas chegam à praia com uma logística digna de uma operação militar. Levam chapéu de sol, para-vento, duas toalhas por pessoa, lancheira, garrafas de água congeladas, fruta já cortada, revistas, cartas, protetor solar para rosto, corpo e pés, uma muda de roupa, um livro que nunca vão ler, uma coluna Bluetooth e, em alguns casos, uma pequena farmácia portátil.
Montam o acampamento em cerca de vinte minutos e ficam instaladas como se tivessem assinado um contrato de arrendamento para aquele pedaço de areia.
Depois temos o segundo grupo. As pessoas que saem de casa com um biquíni vestido, um telemóvel na mão e uma confiança absolutamente inexplicável na vida.
Não levam toalha porque “alguém há de ter”. Não levam água porque “compram lá”. Não levam protetor porque “pedem emprestado”. E chegam à praia com o mesmo nível de preparação de quem foi despejado de um barco cinco minutos antes.
Curiosamente, são quase sempre estas pessoas que acabam a comer a fruta da lancheira dos outros, a usar o protetor dos outros e sentadas na ponta da toalha dos outros.
Existe ainda um fenómeno interessante: estas duas pessoas costumam ser amigas. Uma passa a manhã inteira a transportar sacos, cadeiras e mochilas. A outra chega leve, fresca e sem uma única preocupação no mundo.
E, apesar de todas as diferenças, acabam sempre exatamente no mesmo sítio: deitadas ao sol, a comentar que está demasiado calor.
É essa a verdadeira magia da praia. Não importa se levas um carregamento equivalente a uma mudança de casa ou apenas um biquíni e otimismo. No final do dia, toda a gente regressa com areia em sítios estranhos, um bronzeado duvidoso e a sensação de que devia ter levado mais uma garrafa de água.
Fica a pergunta: qual destas pessoas és tu?
#GlitterUpYourLife