Se há uma noite do ano em que Lisboa é absolutamente impossível de resistir, é a noite de 12 de junho. As celebrações principais concentram-se na noite de 12 de junho, com as Marchas Populares na Avenida da Liberdade a partir das 21h, e o feriado municipal a 13. Mas a verdade é que os arraiais começam muito antes, espalham-se por todo o mês e transformam a cidade inteira numa festa que não para.
Em junho, o coração de Lisboa bate fora do peito. Os bairros históricos tornam-se um formigueiro de alegria, fumo de brasas e música popular. Para quem quer aproveitar o melhor da festa, aqui ficam os arraiais que valem a viagem, e o calçado confortável.
Alfama
As escadinhas de Alfama continuam a ser o epicentro, com grelhadores em cada porta e música a ecoar nas paredes de pedra. É o arraial mais caótico, mais genuíno e mais fotografado de Lisboa.
A Bica
O que começou como uma simples festa de vizinhos transformou-se num fenómeno dos Santos Populares. Entre o Largo de Santo Antoninho e a Calçada da Bica Grande, há música praticamente em permanência, colunas improvisadas e muita gente a dançar nas escadas. A festa está sempre garantida e vai até mais tarde do que noutros arraiais ali à volta. É o arraial favorito da geração mais jovem, e percebe-se porquê.
Vila Berta
As ruas da Vila Berta enchem-se de luzes, música e mesas corridas, num ambiente muito típico e quase cinematográfico. Prepara-te, no entanto, para multidões: chegar cedo faz toda a diferença. É o arraial mais instagramável da cidade, com aquela estética de beco iluminado que parece cenário de filme. Não é, é mesmo assim.
Mouraria
Um arraial que mistura a tradição alfacinha com a multiculturalidade do bairro. É o sítio perfeito para quem quer sardinha assada mas também quer sentir que Lisboa é muito mais do que uma cidade. É um bairro onde o mundo inteiro cabe numa praça pequena e toda a gente dança.
Terrapleno de Santos
No Terrapleno de Santos, junto ao rio, encontras os acepipes do costume, sardinha, caldo verde e caracóis incluídos, e os manjericos e bandeirolas da praxe, com duração prolongada até ao final do mês de julho. No cartaz nomes como Quim Barreiros, Maria Leal, Rosinha e muitos outros. É o arraial com mais palco, mais concertos e mais espaço para respirar. Além disso, tem ainda um grande ecrã para ver os jogos do Mundial.
Arraial que Resiste, no Largo da Rosa
A sustentabilidade social, urbana e ecológica é uma das bandeiras deste Arraial que Resiste. Acontece no Largo da Rosa e começou no fim de maio e termina na noite de Santo António. Para quem quer fugir um bocadinho do mainstream sem abrir mão da sardinha.
Antes de saíres de casa:
A maioria dos arraiais tem entrada gratuita. Evita Uber e táxis à meia-noite da noite de Santo António, os preços disparam e o trânsito é caótico. Ir a pé entre bairros é sempre a melhor opção. Leva um casaco leve, calçado que aguente horas de calçada, e abre o apetite. A sardinha não vai esperar.
#GlitterUpYourLife