Depois dos festivais de música, cinema e gastronomia, chega agora um evento que quer colocar os livros no centro da cidade, mas de uma forma muito menos clássica do que imaginas.
Chama-se BABELL e promete transformar o Porto numa enorme “cidade-livro” entre os dias 24 e 29 de junho de 2026. O novo festival literário e cultural é promovido pela Fundação Livraria Lello, em coprodução com a Câmara Municipal do Porto, e vai espalhar conversas, performances, concertos, exposições e experiências literárias por ruas, jardins, bibliotecas e vários espaços da cidade.
Margaret Atwood, Salman Rushdie e Byung-Chul Han estão entre os nomes confirmados
O BABELL chega já com um alinhamento internacional bastante ambicioso. Entre os autores confirmados estão nomes como Margaret Atwood, Salman Rushdie, Olga Tokarczuk e Byung-Chul Han, além de outros autores e artistas internacionais que vão participar ao longo da programação.
O conceito do evento vai além de conversas literárias. Ao longo de seis dias, o festival vai ocupar vários pontos da cidade com iniciativas bastante diferentes entre si.
Há aulas abertas sobre história, música, literatura e arquitetura do Porto, visitas guiadas a exposições, performances poéticas em espaços públicos e até leituras de poesia na varanda da Câmara Municipal. No dia 25, às 21:30, espera-se um concerto inédito de GNR, Pedro Abrunhosa e artista surpresa, juntos em palco pela primeira vez.
Existe também uma forte aposta em experiências ao ar livre e programação pensada para famílias e crianças.
A extensão infantojuvenil do festival chama-se BIBLIOTERRA e vai instalar-se nos Jardins do Palácio de Cristal com diferentes estações temáticas ligadas à leitura, imaginação e storytelling.
O conceito mais inesperado? O “livro-bilhete”
Há outro detalhe curioso no BABELL que já está a dar que falar: para reservar lugar numa sessão do festival, será necessário comprar um livro. O conceito de “livro-bilhete” faz parte da identidade do evento e reforça precisamente a ideia de transformar a literatura numa experiência viva e acessível espalhada pela cidade.
Um festival literário com estética de grande evento cultural
Em vez da imagem mais fechada e académica normalmente associada a eventos literários, o festival aposta numa lógica muito mais urbana, visual e imersiva. Concertos, exposições, intervenções artísticas, performances e espaços públicos misturam-se com literatura de forma quase cinematográfica. Num momento em que os festivais culturais se tornam cada vez mais experiências completas e instagramáveis, faz todo o sentido que os livros também entrem finalmente nessa conversa.
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