Maternidade aPita | fomos a Bali com o Vi

Do outro lado do mundo, com um bebé, voos intermináveis e muitas dúvidas.
Mas fomos.
Este mês fomos para Bali com o Vicente. E antes de irmos… ouvimos muita coisa.
“Com um bebé?”
“Mas para tão longe?”
“E se ele fica doente?”
“E se corre mal?”
“Não aproveitam…”


A verdade é que também tivemos medo. Também tivemos dúvidas.
Viajar com um bebé não é igual, é mais exigente, é preciso mais planeamento e paciência.
E nós sabíamos disso.
Mas, ao mesmo tempo, havia uma vontade enorme de ir. De viver. De não parar a nossa vida.


Porque, desde o início, prometemos uma coisa a nós próprios:
Não esperar pela fase perfeita. Porque ela talvez nunca exista.


Podíamos ter esperado que dormisse melhor.
Que fosse maior.
Que fosse mais fácil.
Mas depois percebemos uma coisa: A vida também acontece agora.
Com sono.
Com fraldas.
Com choros.
Com medos.
E fomos na mesma. Com receio, mas fomos.


E correu tão bem.
Fomos muito felizes.


E, ironicamente, foi a melhor fase de sono do Vicente.
Dormia em todo o lado, fazia sestas enormes, dormia noites seguidas.
Nós olhávamos um para o outro quase sem acreditar.
Como é que viemos para o outro lado do mundo… e ele dorme melhor aqui?


Foi incrível.
Houve momentos cansativos? Claro.
Houve dias mais exigentes? Sim.
Mas houve também tanto mais.


Momentos em família.
Memórias.
Tempo juntos.
O Vicente observava tudo.
Tudo era novo para ele.
E para nós também.


Percebemos que, às vezes, o medo de viver as coisas é maior do que as próprias coisas.
E que muitos dos limites estão mais na nossa cabeça, e na dos outros, do que na realidade.
Se acontecesse alguma coisa… acontecia.
Mas nós estávamos lá.
Os três. Juntos.
E isso dava-nos tranquilidade.


A maternidade também me trouxe isto:
Menos medo de viver.
Menos medo de arriscar.
Porque, no fim, aquilo de que me vou lembrar não é do cansaço da viagem.
É do que vivemos nela.
Dos mergulhos.
Das gargalhadas.
Dos passeios.
Do Vi a descobrir o mundo pela primeira vez.
E talvez seja mesmo isso que eu lhe queira ensinar desde pequeno: A viver.


Viajar inspira-nos.
Acrescenta-nos.
Faz-nos crescer.
E por isso que gostamos tanto de partir.
Porque voltamos sempre diferentes.
Mais leves. Mais cheios. Mais vivos.


Ficas para o próximo capítulo?


Isto é Maternidade aPita,
por Tatiana Pita, no The Glitter Dream.