Casas da Horta: o refúgio alentejano onde os dias parecem mais compridos

Há uma certa categoria de escapadela que não se trata de ir a lado nenhum em particular. Trata-se de parar. De respirar fundo e lembrar como é que a vida se faz quando não há mais nada para além do que está mesmo à frente de ti: um lago, uma horta, o som dos pássaros. As Casas da Horta, escondidas entre Alcácer do Sal e a Comporta, percebem exatamente isso.

O projeto nasceu da decisão do casal Bernardo Morais e Maria Kadic de trocar a cidade pelo campo. E o resultado é um turismo de charme inserido numa propriedade com mais de 150 hectares de vegetação autóctone, com vista para um lago privativo que tanto se pode explorar a pedais, numa gaivota, como numa prancha de SUP. É o género de paisagem que devia ser proibida a trabalhar.

As casas são três: a Casa das Alcachofras, a Casa das Beterrabas e a Casa-Mãe. As duas primeiras têm dois quartos e capacidade para seis pessoas cada; a Casa-Mãe tem cinco quartos e recebe até doze. Todas com piscina privativa, terraço, lareira e ar condicionado, e uma decoração rústica onde nenhum detalhe foi deixado ao acaso: lençóis de algodão 100% portugueses, amenities da Rituals e um welcome basket com produtos locais a receber-te à chegada.

A horta comunitária que dá nome ao espaço tem mais de 20 variedades de legumes e plantas orgânicos, todos disponíveis para colher livremente. Em redor, há trilhos para caminhar, passear de bicicleta ou simplesmente vaguear sem destino. A herdade tem ainda ovelhas, galinhas, cavalos selvagens, um burro chamado Jericó e uma coleção de mais de 100 motas vintage que ocupa um museu próprio. Para os apaixonados por birdwatching, a variedade de aves que sobrevoa a propriedade torna a visita ainda mais especial.

As estadias começam nos 225€ por noite para as casas de dois quartos (mínimo de duas noites) e nos 950€ para a Casa-Mãe. Um big plus: o espaço é pet-friendly e, por isso, os animais de estimação são bem-vindos.

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