A noite portuense acaba de ganhar um novo nome para decorar: Switch. O novo clube abriu portas no Porto no espaço onde funcionou, durante décadas, o icónico Swing, prometendo recuperar a energia da cidade sem viver apenas da nostalgia.
Situado na Rua Júlio Dinis, o novo projeto quer afirmar-se como uma ponte entre gerações e uma nova referência da música eletrónica na cidade. Mas atenção: o Switch não quer ser “só mais um club”. A ideia passa por criar uma experiência mais imersiva, focada em música, convívio e identidade visual.
Um novo capítulo num espaço histórico
Para quem saiu à noite no Porto nos anos 80 e 90, o nome Swing diz muito. O espaço marcou várias gerações e tornou-se uma referência da noite da cidade. Agora, regressa reinventado.
Por trás do projeto está Ruben Domingues, ligado anteriormente ao Indústria e também ao festival Elétrico. O objetivo, segundo explicou à Lusa, foi preservar a memória do espaço enquanto se criava um conceito mais contemporâneo e alinhado com aquilo que a nova geração procura quando sai à noite.
A arquitetura ficou a cargo de Sérgio Rebelo e aposta numa lógica narrativa, dividida por ambientes diferentes. O primeiro piso funciona como uma espécie de homenagem ao antigo clube, com referências visuais ao Swing original e uma atmosfera mais intimista.
Música eletrónica, mas sem rótulos rígidos
Apesar da forte ligação à eletrónica, o Switch quer fugir a uma identidade demasiado fechada. A programação promete cruzar DJs, curadoria musical cuidada e diferentes ambientes sonoros, sem cair numa lógica previsível.
Nas redes sociais, o clube apresenta-se com uma estética mais sofisticada e cinematográfica, afastando-se da imagem tradicional de discoteca mainstream.
O DJ e curador musical Rúben Costa surge também associado ao projeto, reforçando a aposta numa direção artística mais pensada e menos centrada apenas em hits comerciais.
A noite do Porto continua a reinventar-se
Nos últimos anos, a cidade tem assistido a várias mudanças na vida noturna, com novos espaços a surgirem e antigos clubes históricos a reinventarem-se para responder a um público mais internacional, digital e exigente.
O Switch entra precisamente nesse movimento: um clube que respeita o passado, mas que quer claramente falar para o presente.
O Porto já precisava de um novo spot assim.
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