Os filmes da Disney e Pixar que provaram que animação também é para adultos emocionalmente instáveis

Houve uma altura em que dizer que gostavas de filmes da Disney ou da Pixar parecia conversa de infância. Hoje? Quase toda a gente adulta já chorou por causa de uma personagem animada e aceitou isso como parte da experiência.

E honestamente, faz sentido. Nos últimos anos, a Disney e a Pixar deixaram de fazer apenas filmes “para crianças” e começaram a criar histórias emocionalmente perigosas para qualquer pessoa com sentimentos minimamente funcionais.

Soul — a crise existencial mais bonita já feita

Poucos filmes conseguiram falar sobre propósito, ambição e sentido da vida de forma tão leve e ao mesmo tempo tão devastadora como Soul.

À superfície, parece a história de um professor de música apaixonado por jazz. Na prática, é um lembrete emocional de que talvez a vida não tenha de ser uma grande missão épica para valer a pena.

E depois daquele filme, toda a gente ficou ligeiramente mais sensível a pizza, música e pequenos momentos aleatórios do dia.

Coco — trauma familiar, mas com banda sonora incrível

Coco tinha tudo para ser “só” um filme bonito sobre música. Em vez disso, decidiu destruir emocionalmente uma geração inteira ao falar de memória, família e perda de uma forma absurdamente delicada.

Visualmente é um dos filmes mais incríveis da Pixar, mas o verdadeiro golpe emocional está na mensagem: as pessoas continuam vivas enquanto forem lembradas.

Também há uma forte possibilidade de ainda hoje não conseguires ouvir Remember Me sem entrar num estado emocional instável.

Ferdinando — o filme mais subestimado desta lista

Ferdinando merecia muito mais reconhecimento. Talvez porque chegou sem o peso “Pixar”, acabou meio esquecido. Mas quem viu sabe.

No fundo, é uma história sobre masculinidade, sensibilidade e o direito de seres quem és sem corresponderes às expectativas dos outros. Tudo isto… através de um touro gigante que só quer cheirar flores.

E honestamente? Ícone.

Vaiana — energia de main character absoluta

Antes de todas as personagens femininas “fortes” começarem a parecer iguais, Vaiana trouxe uma protagonista com personalidade, vulnerabilidade e zero interesse numa storyline romântica.

O filme mistura aventura, identidade e independência com músicas que ficaram permanentemente presas no cérebro coletivo da humanidade.

E sim, toda a gente fingiu não se emocionar com a avó em forma de manta raya.

Divertida-Mente — terapia, mas em animação

A Pixar conseguiu fazer um filme sobre saúde mental que adultos ainda usam para explicar emoções a si próprios.

Divertida-Mente pegou em ansiedade, tristeza, memória e crescimento emocional e transformou tudo numa história acessível, inteligente e genuinamente emocionante.

O mais impressionante é que conseguiu validar uma ideia que muita gente demora anos a perceber: tristeza não é um erro do sistema.

Porque é que estes filmes funcionam tão bem?

Porque deixaram de falar “para crianças” e passaram a falar sobre coisas humanas. Luto, identidade, pressão, propósito, mudança, família, medo de crescer.

Só que com cores bonitas e banda sonora emocionalmente manipuladora.

No fundo, estes filmes perceberam uma coisa importante: adultos também precisam de histórias que os façam sentir alguma coisa. Mesmo que isso aconteça enquanto choram por causa de um desenho animado às 23h de uma terça-feira.

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