Com a chegada dos dias mais longos e soalheiros, aumenta também a exposição solar e, com ela, a necessidade de falar sobre prevenção. O Dia Europeu do Melanoma é o momento certo para relembrar que este é um dos tipos de cancro de pele mais agressivos, mas também um dos mais preveníveis quando detetado a tempo.
O melanoma desenvolve-se a partir dos melanócitos, as células responsáveis pela produção de melanina, e pode surgir tanto em manchas já existentes como em novas lesões na pele. Apesar de menos comum do que outros tipos de cancro cutâneo, é o mais perigoso, precisamente pela sua capacidade de se espalhar rapidamente para outros órgãos.
Os principais fatores de risco
A exposição excessiva aos raios ultravioleta continua a ser o maior fator de risco. Isto inclui não só o sol, mas também solários. Queimaduras solares, especialmente durante a infância e adolescência, aumentam significativamente a probabilidade de desenvolver melanoma mais tarde.
Pessoas com pele clara, olhos claros, tendência para sardas ou múltiplos sinais devem estar particularmente atentas. O histórico familiar também pesa, assim como o número elevado de nevos (sinais) no corpo.
Sintomas a que deves estar atenta
A regra do ABCDE continua a ser uma das formas mais simples de identificar sinais de alerta:
Assimetria: uma metade do sinal é diferente da outra
Bordos: contornos irregulares ou mal definidos
Cor: variações de cor dentro do mesmo sinal
Diâmetro: superior a 6 milímetros
Evolução: qualquer alteração ao longo do tempo
Para além destes critérios, há outros sinais que não devem ser ignorados: comichão, sangramento, feridas que não cicatrizam ou o aparecimento de novas manchas com aspeto diferente das restantes.
Prevenção: o que faz mesmo a diferença
Proteger a pele não é apenas uma preocupação de férias. Deve ser um hábito diário, mesmo em dias nublados.
O uso de protetor solar com fator de proteção elevado é essencial, aplicado generosamente e reaplicado ao longo do dia, sobretudo após banhos ou transpiração. Chapéus, óculos de sol e roupa com proteção UV ajudam a reforçar a proteção, especialmente nas horas de maior intensidade solar, entre as 11h e as 17h.
Evitar solários é outro ponto crítico. A exposição artificial aos raios UV não é uma alternativa segura ao sol natural.
A importância do diagnóstico precoce
Uma das maiores armas contra o melanoma é a vigilância. Consultas regulares de dermatologia, especialmente para quem apresenta fatores de risco, permitem identificar alterações precoces.
Também a auto-observação é fundamental. Conhecer a própria pele facilita a deteção de mudanças e aumenta as probabilidades de um diagnóstico atempado, que pode fazer toda a diferença no prognóstico.
Um cuidado que é para o ano inteiro
Num país com tantos dias de sol, a relação com a exposição solar deve ser consciente. Bronzeado não é sinónimo de saúde, e a proteção não deve ser vista como um detalhe.
Neste Dia Europeu do Melanoma, o alerta mantém-se: prevenir continua a ser o melhor caminho.





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