Maternidade aPita | e a culpa… não apareceu

“Mesmo quando está tudo bem… às vezes sinto culpa.”

Sempre ouvi isto.

De outras mães. De outras histórias. De outras realidades.

A culpa materna.

Aquela que dizem que aparece sem avisar.

Que se instala. Que fica.

Mas, na minha experiência… ela não apareceu.

E isto também me fez questionar. Será normal? Será que devia sentir?

A verdade é que não sinto culpa por o deixar na creche.

Porque eu sei que lhe faz bem. E sei que me faz bem a mim.

Ele gosta.

Eu sinto isso.

E isso, para mim, chega.

Não sinto culpa por ter tempo para mim.

Por trabalhar. Por produzir. Por respirar.

Porque sei que, quando estou com ele, estou inteira.

Mais calma, mais presente, mais eu.

E isso também é ser mãe.

Prometi a mim mesma que ia viver esta fase com calma.

Com consciência. Sem pressão. A permitir-me a estar, só estar.

E estou a cumprir isso.

Talvez porque a minha gravidez foi exatamente o oposto.

Intensa. Rápida. Exigente.

E agora… quero diferente.

Quero viver devagar.

Quero estar.

Quero sentir.

Quero observar, quero planear, quero tanta coisa.

Sem culpa. Sem comparação. Sem expectativas externas.

Aprendi que cada maternidade é única.

E que o que sentimos, ou não sentimos, também faz parte disso.

Não sentir culpa não me faz menos mãe.

Faz-me uma mãe mais tranquila.

Mais segura.

Mais alinhada comigo.

E isso reflete-se nele.

Na forma como cresce. Na forma como está. Na forma como se sente.

Porque eles sentem tudo.

E se há coisa que eu quero que ele sinta… é tranquilidade.

Às vezes penso nisto tudo e parece que ele sempre fez parte da minha vida.

Como se sempre tivesse estado aqui.

Como se sempre tivesse sido nós.

E talvez por isso… tudo isto me faça tanto sentido.

Ficas para o próximo capítulo?

Isto é Maternidade aPita,

por Tatiana Pita, no The Glitter Dream.