Num mundo onde as tendências mudam quase à velocidade de um scroll, é fácil sentir que estamos sempre a correr atrás de algo novo. Mas e se o verdadeiro estilo não estiver nas novidades constantes e sim naquilo que permanece?
Criar um estilo pessoal não significa ignorar a moda. Significa, acima de tudo, saber filtrar.
Estilo pessoal vs. tendências
As tendências são passageiras. Surgem, ganham força e desaparecem, muitas vezes antes de termos tempo de perceber se realmente fazem sentido para nós.
Já o estilo pessoal é diferente. É construído ao longo do tempo, com base no que gostamos, no que nos faz sentir confortáveis e na forma como queremos apresentar-nos ao mundo.
Seguir tendências sem critério pode resultar num guarda-roupa cheio… mas pouco coerente.
Conhecer o próprio estilo
O primeiro passo para criar um estilo pessoal é simples, mas exige atenção: olhar para dentro.
Que peças usas repetidamente?
Em que looks te sentes mais confiante?
Que cores e cortes te fazem sentir bem?
O estilo não tem de ser fixo, mas deve ser consistente com quem és.
Inspirar-se sem copiar
Ter referências é importante — Pinterest, Instagram ou até pessoas do dia-a-dia podem servir de inspiração.
Mas há uma diferença entre inspirar-se e copiar. O objetivo não é replicar looks, mas perceber o que nos atrai neles: a silhueta, as cores, a atitude.
A partir daí, adapta-se.
Escolher tendências com intenção
Não é preciso rejeitar todas as tendências. Algumas podem, de facto, encaixar no teu estilo.
A chave está em fazer uma pergunta simples:
“Isto combina comigo ou só está na moda?”
Se a resposta for apenas a segunda opção, talvez não valha a pena.
Construir um guarda-roupa coerente
Um estilo pessoal forte reflete-se num armário onde as peças fazem sentido entre si.
Não significa que tudo tenha de ser básico ou neutro, mas sim que exista uma ligação, seja através das cores, dos cortes ou da estética geral.
É aqui que conceitos como o armário cápsula ajudam: menos peças, mais identidade.
Dar tempo ao processo
O estilo não se cria de um dia para o outro. É um processo de experimentação, erro e descoberta.
Haverá fases de mudança, momentos de dúvida e até algumas compras menos acertadas e faz parte.
O importante é ir ajustando, com mais consciência a cada passo.
Confiança acima de tudo
No final, o estilo pessoal não está apenas na roupa. Está na forma como a usamos.
Uma tendência pode ser bonita, mas se não nos fizer sentir bem, dificilmente vai resultar.
Por outro lado, um look simples pode ganhar tudo quando é usado com confiança.
Menos tendência, mais identidade
Num cenário onde tudo muda constantemente, optar por um estilo mais pessoal é quase um ato de resistência.
Não se trata de estar contra a moda, mas de não depender dela.
Porque, no fundo, o verdadeiro estilo não é aquilo que toda a gente está a usar
é aquilo que faz sentido para ti.
Artigo por Helena Oliveira, do Curso de Coordenação e Produção de Moda da escola Árvore
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