Primavera e pele: o que deves mesmo mudar, segundo Inês Rebelo

Com a chegada da primavera, mudam os dias, a luz e a forma como nos sentimos. Mas e a pele? Será que também pede uma nova rotina ou basta ajustar pequenos detalhes?

Falámos com Inês Rebelo, main facialist e fundadora da Inês Rebelo Skin Care® e do Inês Rebelo Atelier Facial®, para perceber o que realmente acontece à pele nesta transição e como devemos cuidar dela.

Quando passamos do inverno para a primavera, o que é que a nossa pele realmente sente primeiro?

Depende sempre muito de cada pele e de cada pessoa. Há pessoas que não sentem grandes alterações e mantêm sempre a mesma rotina, há pessoas com alergias que ficam bastante aflitas nesta altura e há uma necessidade de retirar produtos com ingredientes mais ativos, como o retinol ou os ácidos esfoliantes, e há pessoas, principalmente as que têm pele mista/tendência a oleosa, que podem começar a notar mais oleosidade ao longo do dia e/ou os poros mais obstruídos. Aqui será de facto a altura perfeita para adaptar a rotina em casa e, em gabinete, realizar um tratamento facial que ajude, principalmente, a regular a glândula sebácea e a limpar a pele em profundidade.

Há produtos que fazem sentido no inverno mas que na primavera já não são tão necessários?

Diria que não há produtos específicos que devam sair ou entrar na rotina. Eventualmente podemos adaptar as texturas, novamente numa pele oleosa que, pelo comportamento normal desse tipo de pele perante a chegada do tempo mais quente, irá adequar-se melhor a texturas mais leves e frescas. Uma pele mais seca irá sempre gostar mais de texturas mais densas. Em termos de ingredientes ativos, retinol, vitamina c, péptidos e tantos outros, continua a fazer sentido a sua continuidade durante a Primavera.

A hidratação continua a ser essencial ou muda com a estação?

A hidratação é fundamental durante todo o ano. Mais do que mudar radicalmente a rotina, a primavera pede equilíbrio.

Fala-se muito de ativos e tratamentos, mas a hidratação continua a ser uma das bases mais importantes para a saúde da pele. É ela que mantém a barreira cutânea íntegra, melhora a textura, aumenta a elasticidade e ajuda a prevenir o envelhecimento.

Quais são os erros mais comuns nesta altura?

Não há nenhum erro que consiga apontar, as rotinas não deverão mudar muito. Optar por uma rotina simples, evitar grandes mudanças (a não ser que a pele esteja claramente a pedir) e manter a consistência é a chave para uma pele saudável.

Com mais sol, o SPF passa a ser ainda mais importante?

Creio que, de uma forma geral, esse já é um hábito que as pessoas adoptam o ano todo e, principalmente em pessoas com mais dificuldade em cumprir rotinas, é ideal que o creme de dia dessa pessoa seja de facto um protetor solar. O que vejo que ainda subestimamos muito é a exposição solar directa, principalmente entre as 12h e as 16h… Claro que este é um problema que se acentua mais no Verão, onde os níveis de radiação estão elevadíssimos. Mas a aplicação do protetor solar dá-nos uma falsa sensação de segurança e quase um passe directo para nos expormos ao sol, seja de que maneira for. A exposição à luz e ao sol é muito importante mas deverá ser feita de forma responsável.

A mudança de estação pode ser uma boa altura para fazer um “reset” à pele?

É uma boa altura para ser reavaliada pelo profissional que já acompanha a pessoa, perceber se há de facto mudanças (mais oleosidade, mais borbulhas, mais secura,…) e realizar um tratamento em gabinete para limpar, alisar, uniformizar, redensificar e prevenir certas alterações cutâneas. Isto deveria ser um acompanhamento constante mas, não sendo possível, pelo menos 1 vez por ano, fará todo o sentido que seja nesta altura ou, também, num pós Verão.

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