“A minha primeira Copenhagen Fashion Week”, por Driziinha

A Copenhagen Fashion Week era um sonho antigo, daqueles que não sabemos muito bem quando (ou se) vai acontecer. Estar finalmente ali teve um sabor especial, não só pelo evento em si, mas por tudo o que representou para mim nesta fase da minha vida (acabei de fazer 41 anos). Senti um orgulho muito grande por ter ido, por me ter organizado e por me ter permitido viver algo que desejava há tanto tempo. 

A Copenhagen Fashion Week confirmou rapidamente porque é que é a minha semana da moda preferida: é cool sem esforço, inclusiva e verdadeiramente comprometida com a sustentabilidade. A moda ali não existe apenas para ser vista, mas para ser vivida: no quotidiano, no corpo real, no tempo real, e isso vê-se por toda a cidade, não só nos desfiles.

Apesar de todos sermos inevitavelmente influenciados por tendências, decidi levar looks com os quais me sentisse confortável, reconhecível e fiel à minha identidade (inclusive usei peças com mais de sete anos, roupa que já faz parte da minha vida) e isso pareceu-me super alinhado com o espírito de Copenhaga.

Esta experiência reforçou algo em que acredito cada vez mais: é possível adorar moda sem que isso signifique consumo inconsciente. A criatividade não depende da novidade constante e o estilo não se mede pela frequência com que compramos algo novo, mas pela forma como escolhemos usar o que já temos.

Não fui à procura de ruído, validação externa ou de chamar à atenção (mas obrigada à Vogue pela foto). Fui para observar, sentir, aprender e estar presente. E, curiosamente, foi isso que tornou tudo ainda mais especial. A minha primeira Copenhagen Fashion Week foi, acima de tudo, uma experiência de coerência entre o que admiro na moda e a forma como escolho vivê-la. Sobre estar exatamente onde queria estar, da forma mais honesta possível. E para mim isso será sempre o mais cool de tudo.

Artigo Por @driziinha