Com a chegada do inverno, a rotina dos nossos animais de estimação também precisa de alguns ajustes. As temperaturas mais baixas, o ar seco e os dias chuvosos pedem cuidados redobrados, sobretudo quando o tema é a higiene. Dar banho a cães e gatos nesta altura do ano não é proibido, mas deve ser feito com atenção para evitar desconforto e problemas de saúde.
Segundo Joana Gomes, médica veterinária da ZU, sem os cuidados adequados, os banhos no inverno podem provocar desconforto térmico, agravar problemas dermatológicos e até aumentar o risco de infeções cutâneas. Por outro lado, a falta de higiene também não é solução, já que pode contribuir para dermatites, mau odor e proliferação de microrganismos.
- Ajustar a frequência faz toda a diferença
No caso dos cães, a recomendação passa por espaçar os banhos para intervalos de quatro a seis semanas, salvo indicação veterinária em contrário. Já os gatos, conhecidos pela sua capacidade de auto-higienização, raramente necessitam de banhos completos, que devem ser feitos apenas quando realmente necessário ou por recomendação médica.
- Atenção à temperatura da água
No inverno, a água deve ser sempre morna, idealmente entre os 30 e os 40 graus, para evitar choques térmicos e proteger a pele do animal. Água demasiado fria pode causar stress e problemas dermatológicos, enquanto água muito quente também não é indicada.
- Escolher os produtos certos
Outro erro comum é utilizar produtos de higiene para humanos. O ideal é optar por champôs específicos para cada espécie, suaves e hidratantes, com ingredientes como aveia, aloe vera, óleo de coco ou vitamina E, que ajudam a proteger e nutrir a pele e o pelo.
- Criar um ambiente confortável
Tal como nós, os animais preferem um espaço quente e sem correntes de ar. Garantir um ambiente tranquilo e acolhedor durante o banho ajuda a reduzir o stress e torna a experiência mais confortável para todos.
- Secar bem é essencial
A secagem é uma das fases mais importantes do processo. Deve ser feita primeiro com toalha e depois com secador, sempre a uma temperatura baixa. Uma secagem incompleta pode levar a situações de hipotermia ou ao aparecimento de dermatites, algo que se torna mais comum nos meses frios.
- Quando o banho completo não é a melhor opção
Em muitos casos, há alternativas eficazes ao banho tradicional. Champôs secos, limpezas localizadas nas patas ou no focinho após os passeios e uma escovagem regular ajudam a manter o pelo limpo e saudável sem expor o animal ao frio excessivo.
Por fim, é sempre aconselhável falar com o veterinário para adaptar a rotina de higiene às necessidades específicas de cada animal, tendo em conta fatores como raça, idade e possíveis problemas de saúde. No inverno, mais do que nunca, cuidar da higiene é também cuidar do conforto e do bem-estar dos nossos patudos.
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