SOS GLITTER – Se o Ano Novo fosse uma Pessoa

O fim do ano chegou e com ele chega inevitavelmente o início de um novo ano. Cheio de pretensões e de objetivos irrealistas, mas que de alguma forma nos enchem a alma: pensar que é este o ano em que finalmente conseguimos atingir todas as nossas metas. 

Nesse ponto, não importa muito se são inalcançáveis, irrealistas, descabidas ou até impossíveis. O importante é mesmo sonhar. Sonhar no ano novo leva-nos a novos sítios, muitas vezes irrealistas, é verdade, mas também aí que nos propomos a mudar. A sermos novas e melhores versões de nós mesmos. 

Não falo daqueles clichês clássicos, mas de quando nos permitimos olhar para dentro e perceber que há sempre espaço para melhorarmos quem somos. 

Isto daria para muitas, e boas, horas de conversa, mas por agora ficamo-nos com os 7 tipos de pessoas no ano novo:

1. A amiga que descobriu o Hyrox a 31 de dezembro às 18h47

Começamos com aquela amiga que no último dia do ano tem potencial para criar toda uma nova crush! E desta vez foi pelo hyrox, e sim, estamos todas mais felizes com a direção desta nova crush, do que com a última. Não importa muito se a paixão começou com um vídeo com uma música icónica, com pessoas suadas mas felizes e uma legenda que falava em superação. O que importa é que ela sentiu um arrepio. E não, não foi frio, foi propósito.
Duas horas depois já tinha comprado leggings novas, guardado três perfis “inspiradores” e anunciado à família que “ia começar uma coisa diferente”. À meia-noite brindou ao novo ano com um brilho no olhar e com a certeza de que encontrou o seu “propósito”. 

2. A amiga que criou um negócio porque já não aguentava mais reuniões inúteis
É aquela amiga que tem uma lista, detalhada, sobre todos os problemas da empresa para a qual trabalha. É criativa, mas sente que os seus dias já passaram. É também a amiga que não para quieta com os seus mil projetos de DIY e afazeres do dia-a-dia. Foi no amigo secreto, que lhe elogiaram o presente cómico que fez para o colega. E foi também com isso que surgiu a ideia de criar o seu próprio negócio. Abriu o portátil decidida a mudar de vida. Fez um logo provisório, um plano ambicioso e um post mental de lançamento.
Agora trabalha mais horas do que antes, responde a emails às 23h e fala sozinha enquanto toma banho.
Mas quando diz “o meu negócio”, os olhos brilham e o sorriso não deixa ninguém indiferente. E isso muda tudo.

3. O amigo que prometeu que este ano ia estar mais presente
É o amigo que combina jantar e é o único que falta, sabem? Todos temos aquele amigo caótico que aparentemente é o único que trabalha/tem filhos/responsabilidades/ou qualquer afazer mais importante que nós. Mas calma #ouvimosenãojulgamos!
Este ano, disse que ia mudar! E disse-o com convicção. Menos telemóvel, mais tempo de qualidade. Comprou jogos de tabuleiro, planeou passeios e decidiu que ia ser esse pai e amigo. É provável que falhe redondamente na missão, mas tentar já nos alegra!

4. A amiga que sentiu que este era o ano do amor
Não contou a ninguém, como de costume. Apenas mudou pequenos detalhes: disse mais “sim”, escolheu roupas que a fazem sentir-se ainda mais bonita mesmo sem ocasião e deixou de fingir que não queria tanto assim.
Apagou as dating apps e começou a frequentar sítios e hobbies que a fazem realmente feliz. Está mais atenta às pessoas à sua volta e está a aventurar-se mais no convívio com desconhecidos. E neste novo eu, houve algo novo: não se perdeu no processo. E isso foi amor próprio que mais manifestou para o novo ano. 

5. O amigo que decidiu correr uma maratona enquanto comia rabanadas
Não foi um momento épico. Foi um pensamento casual, ali entre a segunda e a terceira fatia. “Se outras pessoas conseguem, eu também consigo.” Passou os primeiros dias de janeiro a comparar relógios inteligentes e sapatilhas como quem escolhe um carro novo. Falava em pace, resistência e disciplina com uma segurança surpreendente para alguém que ficava sem fôlego a subir escadas.
O mais provável é que nunca chegue à maratona. Mas estamos aqui para te apoiar! 

6. A amiga que era diretora de RH 
Passa o início do ano a justificar uma decisão que, curiosamente, a faz sentir em paz. Diz “é só por agora” enquanto resolve conflitos, horários e crises existenciais em pijama. Sente culpa por gostar, como se presença não fosse ambição suficiente. Entre cafés frios e abraços apertados, percebe que está ocupadíssima. Não desistiu de nada, apenas escolheu onde investir o seu tempo. E, pela primeira vez, isso parece-lhe mais do que suficiente.

7. A amiga que só queria descanso
Enquanto todos falavam em metas, ela só pensava em dormir melhor. Não queria mudar de vida, queria sobreviver a ela, de preferência com menos drama.
Escolheu batalhas, largou culpas e passou a dizer “não dá” sem se justificar tanto.
No fim, não correu maratonas nem lançou negócios. Mas sentiu-se mais leve. E essa já é a maior vitória do ano.

Este ano, desejamos a todas as nossas leitoras que não desistam do que sonharam, mesmo que toda a gente vos diga que é inútil, irrealista ou até impossível!
Deste lado, somos todas mulheres, também com mil e um sonhos. E isso é o que nos torna únicas. A nossa capacidade de sonhar, mesmo quando o resto do Mundo já não consegue. 

You are golden baby!
#GlitterUpYourLife