Do FOMO ao ROMO: do medo ao alívio de não estar presente

Depois de infinitos jantares, convívios e eventos a que escolhemos ir porque o medo incontrolável de perder alguma coisa nos bateu à porta, surge agora um novo conceito oposto ao FOMO (Fear Of Missing Out) que veio dar descanso às âncoras pesadíssimas que tomam conta da nossa consciência por cada convite recusado: o ROMO (Relief Of Missing Out). O que é isto? Vamos descobrir.

Para quem gosta de “estar em todas”, ter de dizer “não” é uma autêntica tortura. Encaixar a ideia da mínima possibilidade de perder pitada é impossível (ou, pelo menos, altamente evitável). Só que, por vezes, é mesmo a única resposta e é nesse momento que estas pessoas confessam: “O meu FOMO está a matar-me!”. 

Do outro lado da barricada temos o grupo que, em oposição, não sente medo mas sim alívio por não estar presente. Não posso ir? Não me convidaram? Simplesmente não me apetece? Ufa, ainda bem. São aquelas pessoas cuja opção “b) Ficar no sofá”, é sempre a preferida. O alívio de poder escolher a ausência é um tesouro resgatado: o chamado ROMO. 

A verdade é que esta sensação de “a vida está a acontecer sem mim” é muito normal e é nesse contexto que nasce a primeira sigla. A segunda (mais recente), por sua vez, vem da tendência cultural de se normalizar o “não estar” e a paz que lhe está associada. E atenção, nada disto significa ser anti social, trata-se apenas de: estabelecer e assumir limites. 

A Gen-Z conseguiu fazer brilhar este conceito e agora a moda é estar conformado e profundamente tranquilo por não seguir a multidão: fazemos as nossas escolhas, ouvimos as nossas vontades e não temos problema algum em saber que não vamos estar onde todos estão (nem física nem simbolicamente). 

Acho que o espírito para 2026 é muito este, se estivermos em cima do acontecimento, estamos, se não estivermos, bem, o mundo gira exatamente na mesma velocidade. Está tudo bem e, para muitos, até é um alívio 😉

#GlitterUpYourLife