Dia Mundial da Saúde Sexual

Falar de sexo não tem de ser constrangedor — muito menos aborrecido. Afinal, saúde sexual é parte da nossa saúde geral, e quanto mais sabemos, melhor cuidamos de nós (e dos outros).

Os problemas do foro sexual e, concretamente a disfunção erétil, continuam a ser olhados por muitos como um tema tabu e de difícil resolução. São muitos os mitos sobre o assunto e, é por isso, importante esclarecer essas informações para ajudar os homens que enfrentam esta condição e promover uma compreensão mais precisa sobre o assunto.

As disfunções sexuais, apesar de comuns, continuam a ser um dos grandes tabus no que à sexualidade diz respeito, gerando, além dos problemas físicos, dificuldades ao nível relacional e eventuais problemas de saúde mental. No caso dos homens, uma das dificuldades sexuais mais prevalente é a disfunção erétil, que se refere à incapacidade persistente de obter ou manter uma ereção suficiente para uma relação sexual satisfatória.

Embora se tenha percorrido algum caminho nos últimos anos quanto à sensibilização para o problema e para a necessidade de procura de tratamento, a disfunção erétil ainda tem associado um elevado nível de desconforto e tabu. Fruto da cultura, do estigma e da vergonha, de pressões sociais e até do impacto nas relações, o homem continua a percecionar vergonha pelas dificuldades ao nível da ereção, condicionando a sua autoestima e a sua perceção de valor.

A disfunção erétil é bastante comum, sobretudo em homens mais velhos, embora afete homens de todas as idades. A sua prevalência tende a aumentar com a idade e os estudos indicam que a disfunção erétil pode afetar cerca de 5% dos homens na faixa etária abaixo dos 40 anos, cerca de 10% na faixa etária dos 40 anos e mais de 50% em homens com mais de 70 anos.

O apoio do parceiro/a é fundamental, tanto em termos emocionais como em termos práticos na procura de ajuda e implementação de soluções. A crítica deve ficar à porta, devendo existir um comportamento de suporte, de compaixão e empatia para com o sofrimento do outro. Dialogar, expressar afeto e ser parte da solução é de extrema importância.

As doenças/infeções sexualmente transmissíveis são mais comuns do que se imagina. Entre elas podemos destacar:

  • Gonorreia – Também conhecida como “esquentador”, porque queima ao fazer xixi.
  • Sífilis – Começa com uma ferida indolor, mas se for ignorada, pode dar problemas sérios mais tarde.
  • Herpes genital – Bolhas que aparecem de vez em quando, especialmente quando o corpo está mais em baixo.
  • HPV – Super comum. Alguns tipos causam verrugas genitais, outros podem dar origem a cancros (mas há vacina).
  • HIV – Ainda sem cura, mas com tratamento muito eficaz. Saber cedo faz toda a diferença.

Sexo seguro não é só uma ideia antiga das aulas de educação sexual. O preservativo é sempre indicado, principalmente quando se tem sexo com mais do que um(a) parceiro(a).

Ter uma vida sexual ativa e saudável é ótimo — mas só quando também é segura. Cuidar da tua saúde sexual é um ato de amor próprio (e pelo próximo). Camisinha no bolso, informação na cabeça e zero tabus. Afinal, sexo bom é sexo com responsabilidade.

Artigo escrito por:
Dra. Catarina Lucas, Psicóloga/Sexóloga e Diretora do Centro Catarina Lucas

#TheGlitterDream